“Quero fazer uma reforma tributária que nunca foi feita”, diz Bolsonaro ao Estadão

Marcelo Hailer Sanchez
Jornalista, Doutor em Ciências Sociais (PUC-SP) e Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP). Pesquisador em Inanna (NIP-PUC-SP). Trabalhei nas redações do Mix Brasil, Revista Junior, Revista A Capa e Revista Fórum. Também tenho trabalhos publicados no Observatório da Imprensa e revista Caros Amigos. Sou co-autor do livro "O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente" (AnnaBlume).
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Crédito: Antonio Cruz/Agência Brasil/Divulgação

Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, nesta quinta-feira (6), o presidente Jair Bolsonaro declarou que, ministro que utilizar o cargo para promover e ajudar aliados na eleição municipal deste ano vai receber “cartão vermelho” e ser demitido.

Bolsonaro declarou que a marca do seu governo será a feitura de uma reforma tributária que “nunca foi feita”. “Os números estão para mostrar: economia, combate à violência, concessões, abertura do comércio para o mundo. Temos a reforma tributária conduzida pela equipe econômica – e não importa que vai ser o pai da criança, se a Câmara ou o Senado”, disse o presidente ao Estadão.

Questionado se ia apoiar alguém nas eleições municipais, Bolsonaro foi categórico e disse que não, porém, revelou que mantém conversas com o apresentador José Luiz Datena, que pode ser candidato à prefeitura da cidade de São Paulo. Sobre demissão de ministros, o presidente se recusou a falar sobre substituições.

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Também teve críticas ao governador de São Paulo, João Dória (PSDB). “Vamos falar de coisa séria? Não vem me falar desse nome do governador de São Paulo para mim, não. Pergunte se ele sabe o que é “Bolsodoria” (slogan usado pelo tucano na campanha) e se o autorizei a usar alguma vez na vida. Esquece”, criticou.

Sore a sua relação com o Congresso Nacional, o presidente usou a metáfora que mais gosta. “É igual a um casamento, tem umas briguinhas, mas lá na frente a gente dorme embaixo dos meus cobertores”, disse ao Estadão.