Quem é Marcelo Giufrida, CEO da Garde Asset Management

Paulo Amaral
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Engenheiro formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), Marcelo Giufrida encontrou em um setor totalmente diferente o sucesso na trajetória profissional.

Foi no mercado financeiro que ele “se encontrou” e, hoje, pode ser apontado como especialista quando o assunto é gestão de investimentos, principalmente no setor de fundos multimercados e na área de previdência.

A caminhada até a fundação da Garde Asset Management não foi fácil, mas serviu para dar a Marcelo Giufrida a cancha necessária para superar os desafios e abrir sua própria gestora.

20 anos de experiência

O executivo tem mais de duas décadas de experiência no setor financeiro, e passou boa parte desses 20 anos em instituições de peso, como Banco CFF Brasil e BNP Paribas.

Foi no CFF Brasil, aliás, que ele deu o primeiro passo em busca do sucesso, trabalhando como responsável pela área de Asset Management do Banco do Brasil (BBAS3) entre 1987 e 2000.

De lá, saiu para assumir o posto de CEO do BNP Paribas, instituição na qual ficou também por 13 anos, até resolver arriscar um passo maior.

Depois de trabalhar como coordenador da divisão de investment solutions, cuidando de serviços financeiros, seguros e private equity do banco, deixou o cargo em setembro de 2013.

Antes da Garde…

Antes ainda de resolver criar a Garde Asset Management, Marcelo Giufrida chegou até a ocupar, por quatro anos, a presidência da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA). Saiu de lá em 2012, já com a ideia de dar um passo ainda maior em um futuro próximo…

O passo decisivo para Marcelo Giufrida se tornar referência entre os excelentes gestores que existem no Brasil foi dado em 2013. Foi nesse ano que ele, junto de mais três sócios – Carlos Calabresi, Marcio Georgetti e Rodrigo Pagnani – fundou a Garde Asset Management.

Além de ter forte atuação no segmento de previdência, a Garde tem como foco principal a gestão de fundos multimercados, como o D’artagnan BNY. E esse é apenas um produto do leque diverso que o gestor oferece aos clientes.

“Atualmente temos seis fundos, três multimercados, dois de renda fixa e um fundo de ações. Empregamos 42 pessoas e temos R$ 4,5 bilhões em ativos sob administração”, explicou Giufrida, dimensionando o tamanho da sua empresa, em entrevista para o site IstoÉ Dinheiro.

O mercado para as gestoras

Na mesma entrevista para a IstoÉ, Giufrida se mostrou satisfeito com o desempenho da empresa desde 2013 e, em especial, com a guinada positiva que o mercado de gestão de recursos deu no Brasil nos últimos anos.

“Há alguns anos, os gestores de fundos tinham de gastar tempo explicando e até defendendo o produto para o investidor. Havia a memória dos planos econômicos e do confisco da poupança”, comentou.

“Hoje melhorou muito, graças ao trabalho da CVM, da Anbima e da B3, que estimulam melhorias na regulamentação e investiram na autorregulação. Os bancos internacionais também disseminaram boas práticas. Agora, o foco do investidor mudou, ele está mais atento ao desempenho do fundo”, concluiu.