Queiroga anuncia 15,5 milhões de doses de vacina da Pfizer até junho

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou nesta quarta-feira (14) que a Pfizer vai antecipar, para o primeiro semestre, a entrega de 2 milhões de doses da vacina contra Covid-19 para o Brasil. O governo brasileiro tem um contrato com a farmacêutica para a entrega de 100 milhões de doses até o final do ano.

Com a antecipação, estão garantidos 15,5 milhões de doses da vacina para os meses de abril, maio e junho. No mês passado, o presidente Jair Bolsonaro se reuniu com o presidente da Pfizer, Albert Bourla, e pediu a antecipação dos imunizantes.

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“Trago para os senhores uma boa notícia: a antecipação de doses da vacina da Pfizer. Fruto de ação direta do presidente da República, Jair Bolsonaro, com o principal executivo da Pfizer, que resulta em 15,5 milhões da Pfizer já no mês de abril, maio e junho”, disse.

A fala foi feita em pronunciamento após participar da segunda reunião do Comitê de Coordenação Nacional para Enfrentamento da Pandemia da Covid-19, no Palácio do Planalto, em Brasília.

Além disso, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e o deputado federal Dr. Luizinho (PP-RJ) também participaram. Também estava presente a enfermeira Francieli Fantinato, que foi anunciada como secretária extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 do Ministério da Saúde.

Francieli é funcionária de carreira do Ministério da Saúde e atual coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI). “Com essa indicação, sinalizamos que o nosso objetivo principal é fortalecer nossa campanha de vacinação”, disse Queiroga.

Imunização

Conforme Pacheco, o cronograma de vacinas apresentado hoje pelo ministério prevê 520 milhões de doses de vacina em 2021. A maioria produzidas pelo Instituto Butantan (CoronaVac) e pela Fundação Oswaldo Cruz (Oxford/AstraZeneca).

O senador pediu que o ministro atue junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para viabilizar a autorização de outros imunizantes. Um desses, por exemplo, seria a vacina russa Sputnik V, que será produzida no Brasil pela União Química.

O comitê também discutiu a utilização de parques industriais de produção de vacina animal para produção do imunizante contra covid-19. De acordo com Pacheco, essa é uma ideia do senador Wellington Fagundes (PL-MT) que vem sendo trabalhada pelo governo federal. “Embora não tenha apelo de curto prazo, é uma possibilidade de médio e longo prazo muito eficiente para a autossuficiência de vacinas no Brasil”, disse o senador.

Projeto de aplicativo

Além disso, o deputado Dr. Luizinho apresentou ao comitê seu projeto que está em tramitação na Câmara. De acordo com ele, este prevê a criação da carteira de vacinação online. A proposta é que o Ministério da Saúde crie um aplicativo que acabe com a distorção entre os números da vacina enviadas a estados e municípios e o número de doses aplicadas nos cidadãos.

“O nosso sistema de informação, infelizmente, é muito ruim”, disse. “Parece que estados e municípios não estão aplicando, quando estão”, destacou. Na primeira reunião do comitê, em março, o presidente da Câmara, Arthur Lira, cobrou melhora da gestão da informação. Dessa forma, há mais precisão para informar a quantidade de vacinas contra Covid-19 que já foram ofertadas à população.

De acordo com Dr. Luizinho, entre a dose aplicada e a dose informada no sistema há um atraso de quase 15 dias. Portanto, dá uma insegurança à população sobre os dados. A ideia é que o próprio enfermeiro ou técnico que aplica a vacina insira a informação no ato da vacinação.

Conforme o deputado, além de corrigir as distorções, a medida possibilitaria a criação do passaporte verde da imunidade. A União Europeia, por exemplo, já apresentou o chamado Passaporte Covid para facilitar as viagens na alta temporada. Dessa forma, há apoio ao setor de turismo, que sofre dificuldades em virtude das restrições da pandemia.

Aquisição de vacinas e leitos

Rodrigo Pacheco comenta que o projeto que autoriza a aquisição de vacinas pela iniciativa privada está encontrando resistência entre senadores. “Estamos trabalhando no diálogo no Colégio de Líderes para avaliar a oportunidade de pauta do projeto no Senado”, disse. Na avaliação de alguns parlamentares, a matéria vai instituir uma fila dupla para vacinação no país.

Ainda mais, durante a reunião, Pacheco também pediu ao presidente Bolsonaro a sanção do projeto de criação do programa Pró-Leitos. Este prevê a possibilidade de empresas contratarem leitos de entidades privadas para uso do SUS no tratamento da Covid-19. Em troca, essas empresas e pessoas teriam isenção no Imposto de Renda. O texto já foi aprovado pelas duas Casas parlamentares.

Conforme o presidente do Senado, ainda vai tratar com o governo sobre uma nova rodada de auxílio às santas casas e hospitais filantrópicos para o enfrentamento à pandemia. No ano passado, essas unidades, que participam de forma complementar do SUS, receberam R$ 2 bilhões da União.

Nova entrega do Instituto Butantan

O Instituto Butantan entregou hoje ao governo federal mais um milhão de doses da CoronaVac. A vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pelo instituto em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac está sendo aplicada no país por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Com esse novo lote, o Instituto Butantan disponibilizou 40,7 milhões de doses da vacina ao governo federal. Isso corresponde a 88,4% de 46 milhões de doses contratuais que devem ser entregues ao governo federal. Um segundo contrato prevê a entrega de mais 54 milhões de doses até o final de setembro.

Em entrevista coletiva à imprensa hoje, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, falou sobre o atraso dos insumos. De acordo com ele, o restante das doses a serem entregues ao governo federal vai depender de insumos provenientes da China.

A expectativa é a chegada de três mil litros de insumo, suficientes para fabricar 5 milhões de doses da vacina. Assim, inicialmente previstos para serem entregues na primeira semana de abril, cheguem a São Paulo somente em 19 de abril. Desta forma, as doses para completar as 46 milhões previstas no primeiro contrato, para 30 de abril, só serão entregues no começo de maio.

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