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Quedas nas ‘techs’ em NY faz Elo estudar IPO na B3

Quedas nas ‘techs’ em NY faz Elo estudar IPO na B3

De acordo com fontes do mercado financeiro, a Elo queria ser avaliada em US$ 2 bilhões na Nasdaq para captar US$ 600 milhões

A queda das ações das empresas de tecnologia no mercado internacional fez com que a Elo repensasse o seu plano de lançar ações em Nova York. Assim, a bandeira de cartões, que tem como sócios Caixa, Bradesco (BBDC4) e Banco do Brasil (BBAS3), estuda abrir o capital na bolsa brasileira, a B3. A intenção é realizar a operação até o mês de maio. 

Apesar do interesse da Elo de entrar no mercado acionário, a operação pode ser adiada para 2023 devido ao cenário eleitoral do Brasil. 

Inicialmente, a Elo queria ser avaliada em torno de US$ 2 bilhões na abertura de capital na Nasdaq. O seu objetivo era captar cerca de US$ 600 milhões. Entretanto, segundo informações do mercado financeiro americano, o investidor estava disposto a pagar um valor bem menor ao preço pedido. 

Aliás, este é um movimento que tem acontecido com outras empresas de tecnologia no processo de IPO nos EUA. 

Dessa forma, os sócios decidiram repensar os planos e esperar um melhor momento para realizá-los.

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Em uma reportagem produzida pelo jornal O Estado de São Paulo, uma fonte ligada ao mercado financeiro explica que há um descompasso na avaliação feita pelos investidores americanos e a precificação divulgada pela Elo. 

A fonte ainda relata que a bandeira tenta buscar avaliações semelhantes com as de Visa (VISA34) e Mastercard (MSCD34), listadas na Bolsa de Nova York, que são negociadas a cerca de 45 vezes o preço/lucro. Porém, o desconto pedido no valor das ações seria o mesmo que tem sido aplicado nos papéis das fintechs, que buscam fazer sua listagem neste momento. 

Em 2022, Visa e Mastercard sobem na casa dos 10%. O Nubank (NUBR33), com múltiplos de 936 vezes, já caiu 25%. Na Nyse, a Visa é avaliada em US$ 492 bilhões (R$ 2,6 trilhões).

Elo busca investidor de varejo

A principal justificativa da Elo para fazer o IPO, tanto nos EUA quanto no Brasil, é utilizar os recursos para aplicar em investimento, principalmente na área de tecnologia. Por isso, os sócios compreendem que não há urgência em listar as ações. Mas, o objetivo do IPO é atrair o investidor de varejo. 

Vale destacar que nos EUA, há grandes fundos de tecnologia que investem muito dinheiro na área de atuação da Elo. Contudo, com a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de sinalizar juros mais altos em 2022, o apetite por ações das ‘techs’ diminui consideravelmente. Por exemplo, a Nasdaq acumula baixa de 8% nos últimos 30 dias. 

Com listagem na bolsa americana, a Elo queria ter uma maior visibilidade no mercado internacional e atuar junto com as principais bandeiras de cartão de crédito do mundo, Visa e Mastercard. Na reportagem para o Estadão, um diretor de banco de investimento dos EUA disse que a Elo, com operação principal no Brasil e pequena em relação às gigantes dos EUA, não faria muito sentido listar papéis na bolsa americana.

Ademais, há ainda a avaliação de que seria difícil vender a Elo no exterior, sendo que dois de seus acionistas são bancos estatais, para os quais o investidor estrangeiro tem maior aversão em ano eleitoral.