Queda no preço do diesel será compensada com outras tributações

Em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira (28), o governo deixou claro que terá que adotar outras tributações para compensar a queda da Cide e do PIS/Cofins. Isso porque só a reoneração da folha de pagamentos não será o bastante para suprir a negociação que garante a queda no preço do óleo diesel.

Patrícia Auth
Patrícia Auth é jornalista formada pela Univali de Itajaí/SC. Trabalhou em impressos, como o Jornal de Santa Catarina, e também, como repórter na Rede Record e RBS TV. É casada, mãe da Lívia e adoradora de boa música e gastronomia.Na equipe EuQueroInvestir, é responsável pela produção de vídeos, e também escreve e edita artigos para o site.Entre em contato com a Patrícia pelo e-mail: patricia.auth@euqueroinvestir.com

[box type=”info” align=”” class=”” width=””]Medidas para compensar podem ser majoração de impostos ou redução de benefícios existentes, explicou o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia.[/box]

De acordo com Guardia, a carga tributária não vai mudar. Porém, o ministro afirmou:

“Não posso reduzir imposto sem que alguém pague a conta”.

A negociação com os caminhoneiros

O governo anunciou que o preço do óleo diesel cairá R$ 0,46 por litro. A zeragem da Cide garantirá redução de R$ 0,16. Outros R$ 0,11 de desconto virão do corte no PIS/Cofins e os R$0,30 restantes serão subsidiados dentro do Orçamento.

A perda de arrecadação com as medidas acordadas com os caminhoneiros será compensada, principalmente, pela reoneraração da folha, um total de R$ 4 bilhões.

A subvenção custará R$ 9,5 bilhões até o fim de 2018. Desse valor, R$ 1,6 bilhão virá da capitalização de estatais, com mais R$ 3,8 bilhões de cortes de gastos, que virão de outras dotações orçamentárias ainda a serem definidas.

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Preço base

Toda a “fórmula” definida pelo governo para se chegar até a redução de R$ 0,46 no litro do diesel será auditada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Mesmo com as medidas adotadas, o ministro da Fazenda afirmou que a Petrobras continuará adotando sua política de preços. A volatilidade não será mais diária, mas sim, incorporada nos ajustes mensais da estatal.