Queda nas vendas no varejo em maio deve chegar a 22,11%, aponta Ibevar

Marcello Sigwalt
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Crédito: Reprodução/Flickr

Segundo mês em importância para o comércio durante o ano, maio corrente deverá registrar queda de vendas de 22,11%, ante a igual período de 2019.

A informação consta de pesquisa elaborada pelo Instituto Brasileiro de Executivos do Varejo (Ibevar), para quem, a despeito do esforço dos varejistas em investir no comércio eletrônico, os efeitos da pandemia da Covid-19 “atingiu em cheio o setor”.

Sem reversão

Nem mesmo o uso de plataformas do tipo marketplace – que permite aos comerciantes de pequeno porte vender seus produtos usando plataformas de terceiros – conseguiu reverter a tendência negativa.

Ao adiantar que o resultado deste mês “não irá salvar 2020”, o Ibevar incluiu no estudo os segmentos de material de construção e automóveis.

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Prenúncio ruim

“Uma queda dessas em maio prenuncia um período muito ruim.”, assinala o presidente do Ibevar, Claudio Felisoni de Angelo, ao prever um recuo de 10% nos próximos 12 meses.

Inicialmente, a expectativa era de um crescimento entre 3% e 3,5% este ano, agora revertidos para uma queda de 10%.

Perdas irreversíveis

Irreversíveis, as perdas deste mês ainda se refletirão por muitos meses, comenta Felisoni de Angelo, mesmo quando a economia reabrir. Sua projeção é de o contingente de desempregados deva saltar de 13 milhões para 17 milhões.

Mas elas não param por aí e vão continuar ocorrendo, mesmo quando a economia reabrir, reconhece o dirigente.

Junho em queda

Para junho, o presidente do Ibevar calcula uma queda ainda maior, em torno de 20,94%, na comparação com idêntico mês do ano passado.

Grandes redes reagem

Para algumas empresas, porém, o desempenho do setor não foi tão ruim assim.

Embalados pelo crescimento de 82% das vendas por e-commerce, algumas grandes redes, admitiram que o “Dia das Mães” não foi tão ruim assim.

“Apesar de não ter sido excepcional, a data manteve um bom nível de faturamento”, afirma o presidente do Carrefour, Noël Prioux.

Situação semelhante apresentou a Via Varejo, ao revelar um crescimento de 10% nas vendas em maio, até a data.

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Queda abissal em SP

A exemplo do Rio, seu vizinho bandeirante também lamenta o resultado.

De acordo com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o ‘tombo’ das vendas, na primeira quinzena desse mês, registrou queda de 65,5% na comparação anual.

A entidade avalia que “o Dia das Mães, apesar de ter sido ‘um pouquinho melhor’ do que na primeira metade de abril, não salvou o mês de maio, que foi muito inferior aos anos anteriores”.

Os prognósticos para a segunda quinzena de abril também não são bons, pois o economista da ACSP, Marcelo Solimeo, espera resultados ainda piores.

Fazendo a diferença

Ao mesmo tempo, na capital paulista, os supermercados e farmácias apresentaram resultados positivos, a despeito da crise.

Enquanto os primeiros tiveram crescimento de vendas de 22,93%, as segundas atingiram alta de 9,59%, apontou pesquisa do Ibevar.

Felisoni conclui, afirmando que, na atual fase pandêmica, o comércio observa duas fortes tendências: o investimento em comunicação e a estocagem de alimentos.

 

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