Queda na produção se intensifica em abril, diz CNI

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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A Sondagem Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nesta quarta-feira (20) apontou que a pandemia continua a derrubar a atividade econômica no país.

Em março, a produção já havia chegado a uma mínima recorde, mas a baixa se intensificou em abril.

O índice de evolução da produção encontra-se em 26 pontos, bem distante dos 50 que separam estagnação e crescimento da atividade. Em março, era de 33,3 pontos.

 

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O número de empregados também registrou forte queda. O índice ficou em 38,2 pontos. Este é o menor resultado histórico desde 2011. Em março, era de 44,6.

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Mais da metade da capacidade instalada está ociosa

O índice de Utilização da Capacidade Instalada (UCI) recuou para 23,9 pontos, ante 49% do mês passado.

O percentual de utilização da capacidade instalada recuou 9 pontos percentuais entre março e abril, para 49%. Ou seja, mais da metade da capacidade instalada das empresas está ociosa. O percentual, que já havia recuado 10 pontos percentuais em março, também é o menor da série.

O índice de evolução dos estoques se manteve em 48,2 pontos. Já o índice de nível de estoque efetivo ficou em 49,8 pontos, ou seja, mostra estoques no nível planejado pela indústria.

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Expectativas ainda longe do otimismo

O índice de expectativa de demanda registrou um crescimento de 3,2 pontos, para 35,1 pontos. Mas ainda é abaixo de 50, que indica otimismo do empresariado.

O índice de expectativa de número de empregados cresceu 2,9 pontos na comparação com abril, para 38,1 pontos, enquanto o de compras de matérias-primas cresceu 1,4 ponto, para 34,7 pontos.

O índice de intenção, que reflete os efeitos da pandemia sobre a produção, não se alterou em maio, após forte queda de abril. O indicador havia recuado de 58,3 pontos em março, para 36,7 pontos, em abril e agora encontra-se em 36,9 pontos.

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