FGV: Indicador de Incerteza da Economia volta a recuar em setembro

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: IIE-Br de setembro / FGV

Foi divulgado nesta quarta-feira (30) o Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Houve queda de 14,5 pontos em setembro de 2020, para 145,8 pontos.

Em médias móveis semestrais, o indicador recuou 3,6 pontos, após manter tendência de alta desde janeiro deste ano.

Retomada

“Depois de uma preocupante desaceleração em agosto, a queda do IIE-Br voltou a acelerar em setembro. O resultado reflete a constatação pelos agentes de um retorno sólido das atividades econômicas e a continuidade do movimento de relaxamento de medidas de isolamento social impostas pela pandemia de covid-19”, afirma Anna Carolina Gouveia, Economista da FGV IBRE.

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Gouveia fala que, mesmo com melhora, o indicador continua acima do nível máximo anterior a pandemia. Portanto, o resultado ainda é influenciado majoritariamente pela crise sanitária e o impacto econômico que trouxe. Ainda mais, há o fator da piora da situação fiscal do país.

Destaques

Dois componentes do IIE-Br caminharam na mesma direção em setembro. O tópico de Mídia recuou 13,5 pontos, para 130,0 pontos. Assim sendo, este contribuiu negativamente em 11,8 pontos para a queda do indicador geral no mês. 

Ainda mais, o componente de Expectativas contribuiu negativamente em 2,7 pontos para o comportamento do IIE-Br. Houve recuo de 12,6 pontos, para 190,0 pontos. Esta é a primeira vez que o indicador fica abaixo dos 200 pontos desde o início da pandemia.

“Os indicadores setoriais vêm sinalizando que a retomada da economia está acontecendo em etapas”, disse Gouveia.

“Isso ajudou a impulsionar a queda de dois dígitos entre julho e setembro do Componente de Expectativas. Apesar disso, a dispersão das previsões dos especialistas continua extremamente elevada, devido principalmente, às incertezas em torno da continuidade de recuperação após a retirada dos auxílios e da velocidade de recuperação do setor de Serviços, grande demandante de mão de obra na economia”, concluiu.