Queda do dólar: é hora de comprar a moeda americana?

Ronaldo Araújo
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Crédito: Freepik

O mercado cambial passa por um momento interessante: a queda do dólar. Após um movimento expressivo de valorização do dólar frente ao real, a moeda norte-americana encontra-se em movimento descendente. Mas será que esta pode ser uma boa janela de oportunidades?

Neste artigo, você lerá a respeito do atual cenário de nosso câmbio. Além disso, saberá quais foram os motivos recentes que ocasionaram a perda do valor do dólar, bem como se é hora de investir. Logo após, conhecerá ótimas maneiras de realizar uma aplicação. 

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Veja abaixo!

Qual é o cenário atual do câmbio brasileiro?

A cotação do real frente ao dólar vem passando por muitos movimentos desde o início de 2018. Após um longo período estando na casa dos R$ 3, a moeda norte-americana iniciou uma escalada de preços até alcançar um teto por volta dos R$ 5,85 em maio de 2020, ponto alto da crise causada pela pandemia.

Esse patamar de valor foi mantido por quase um ano, mas agora começou a cair. Essa alteração nos preços teve início no mês de março de 2021 e no momento da escrita deste artigo a queda acumulada gira em torno de 15%. Agora, a moeda está sendo cotada abaixo de R$ 5,00.

Quais foram os motivos que levaram a queda do dólar?

Uma das componentes que favoreceram a queda do dólar foi a crescente (porque não dizer “explosão) nos preços das commodities. Até mesmo por conta da ocorrência da pandemia, os preços das mercadorias negociadas em âmbito mundial disparou, de uma forma que há muito não se via.

Como a condição do Brasil frente ao mundo é de exportador de grande parte desses produtos, houve uma entrada massiva de dólares no país. Minério de ferro, soja, petróleo, milho e carne bovina são alguns exemplos de itens commoditizados que o Brasil exporta. 

Com a moeda norte-americana mais abundante no mercado brasileiro, o preço tendeu a queda recente. Parte disso pode ser entendido pela aplicação da lei da oferta e procura: com um ativo sendo mais ofertado em uma praça, seu valor tende a ser reduzido por conta da alta oferta. 

Queda do dólar: é um bom momento para investir?

Além do fator “entrada de mais dólares no país”, um outro aspecto conta muito na avaliação do momento de entrada na moeda estrangeira: a composição da taxa de juros encampada pelos bancos centrais dos dois países, Brasil e Estados Unidos. De fato, essa característica tem considerável peso sobre o achatamento de preços.

No momento, o Banco Central do Brasil está a frente na curva de juros quando comparado ao Fed norte-americano. O movimento de alta na Selic iniciou-se em março de 2021, enquanto o Fed não fez nenhuma movimentação em seu patamar de juros básicos até agora. A taxa de 0,25% ao ano fixada em março de 2020 permanece até hoje.

Sendo assim, é possível que a janela de oportunidades perdure  enquanto não houver elevação dos juros pelo Fed. E a expectativa é de que isso aconteça, pois o mundo passa por um cenário inflacionário por conta da pandemia.

Como as aplicações em dólar podem ser feitas?

Existem diversas formas de aplicar na moeda norte-americana. A seguir, apresentamos três principais maneiras que você pode usar para ter investimentos no ativo internacional.

Fundos cambiais

Essa é uma forma simples e descomplicada de fazer aplicações em dólar. Tratam-se de fundos de investimento comprometidos em dedicar pelo menos 80% do seu patrimônio líquido em ativos correlacionados à moedas estrangeiras.

Vale lembrar que a alocação dos recursos do fundo fica a cargo do gestor, mas é possível encontrar a estratégia aplicada lendo a política de investimentos. Assim, podem ser feitos investimentos em outras moedas além do dólar, nas quais são vistas boas oportunidades.

Contratos futuros de dólar

Outra forma interessante de investir na moeda norte-americana é por meio dos contratos futuros de dólar. Eles são instrumentos derivativos pertencentes ao mercado futuro e são negociados na B3, a bolsa de valores brasileira.

Nesse tipo de negociação, não é a moeda em si que é negociada, e sim contratos que derivam de seu preço. Dessa forma, os instrumentos possuem data de validade porque vencem com o passar do tempo (como acontece em todo contrato).

Existem duas formas de fazer esse investimento: por meio de contratos cheios ou de minicontratos. Ambos requerem o depósito de apenas um parte do valor integral do contrato (margem). Por essa razão, são aplicações ditas alavancadas. 

Essa é a principal razão pela qual se deve ter muito cuidado ao investir em contratos futuros. Uma pequena variação pode representar grande lucro ou prejuízo. Além disso, o valor do contrato tende a sofrer uma desvalorização conforme se aproxima do seu vencimento. Isso é justificado porque o instrumento deixará de existir.

O interessante é que você pode apostar tanto na alta quanto na queda do dólar.

ETF

Sigla de Exchange Traded Funds, os ETF são fundos de investimentos que  replicam o comportamento de algum índice de referência. Como o objetivo é investir em dólar, o ETF escolhido precisa estar indexado a algum índice que seja correlacionado à moeda em questão.

Um exemplo de aplicação prática é investir em um ETF ligado ao índice S&P 500, por exemplo. Ele é equivalente ao Ibovespa no Brasil. Da mesma forma que nosso índice acompanha o desempenho das companhias brasileiras de capital aberto, o S&P 500 reflete o comportamento das maiores empresas dos EUA. Assim, tem-se uma exposição indireta a moeda norte-americana. 

O momento atual de queda do dólar pode ser muito interessante para aportar recursos na moeda. Com a cotação da moeda em baixa, uma boa janela de oportunidades se apresenta.

Para o segundo semestre de 2021, espera-se uma posição mais hawkish por parte do Fed e isso pode iniciar um novo movimento de alta na cotação. 

Quer entender mais sobre as aplicações em dólar? Fale com um assessor preenchendo o formulário abaixo. O especialista da EQI Investimentos entrará em contato com você.

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