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O que são Ações e Bolsa de Valores?

Ações, Economia, Política e Investimentos

 

Começando por uma definição formal (e chata) de livros.

Uma ação é a menor parcela da capital social de uma empresa.

É como se a empresa fosse dividida em vários pedaços e cada pedaço correspondesse a uma participação nesta empresa e você, comprando este pequeno pedaço passa a ser um dos seus sócios.

Através de uma ação você tem direito a um ‘pedaço’ do terreno, dos automóveis, do prédio, uma parte de tudo que ela possui.
Uma fração de todos os ativos da empresa.

Espero que você tenha gostado do Resumo até aqui. Daqui para frente vamos aprofundar o assunto.

Antes de continuar, você pode me enviar perguntas caso esteja com dúvidas:


Se você tem ações você é sócio/dono desta empresa

Dividendos de Ações

Além de ser dono, ou seja, sócio desta empresa, comprando ações você passa a ter direito a uma parcela dos lucros desta empresa.

É claro que quanto maior a sua parcela da sociedade maior será a sua parte na divisão dos lucros, chamados de dividendos.

Importante:
Normalmente você não participa da administração dos negócios.
Sua figura será somente a de um investidor que acredita no potencial de crescimento da empresa e na sua capacidade de geração de lucros.

Independentemente de fazer parte ou não da gestão da empresa, você corre todos os riscos do negócio: na alegria quando a empresa crescer e se valorizar, como também na tristeza pois a empresa pode ter prejuízos e valer cada vez menos.

Uma dúvida bem comum é:
Sendo eu sócio, se a empresa tiver prejuízos eu terei que pagar?

A resposta é:
Não, você não precisa pagar e o máximo que pode acontecer é a sua ação desvalorizar.
No pior dos casos, se a empresa vir a falência, suas ações não valerão mais nada.

Diferenças entre entre Sociedades Limitadas (Ltda) e Sociedades Anônimas (SA)

A afirmação de que prejuízos (ou quebra da empresa) não afetam os proprietários das ações, muitas vezes causa estranheza.

Mas isso acontece porque a maior parte das empresas que conhecemos serem do tipo “Ltda”, enquanto que as ações negociadas na Bolsa são de “SA”.

Em uma Sociedade Limitada , cada sócio é responsável por suas cotas (ações) proporcionalmente ao montante do Capital social da empresa.

Geralmente participam diretamente da administração dela e possuem cargos executivos importantes.

Elas são regulamentadas pelo Código Civil Brasileiro e têm como característica principal a proximidade entre os sócios e seus funcionários, em um contato diário e intenso, são mais “pessoais”.

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Já no caso da Sociedade Anônima , o capital é dividido em ações e a responsabilidade dos acionistas está limitada ao preço de emissão dessas ações, sendo que estas empresas podem ser de capital aberto ou fechado.


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No regime de capital fechado ela faz parte de um seleto grupo de sócios, com liberdade de elaborarem seu estatuto social e acordo de acionistas internamente com acesso exclusivo de seus sócios.

No caso de capital aberto, a coisa fica mais complexa.

Essa empresa, quando abre seu capital ao público, tem uma fonte de captação de recursos financeiros permanentes, sem prazo de vencimento e sem cobrança de juros.

Essas ações são negociadas no mercado de capitais através do mercado de balcão ou em uma Bolsa de Valores.

Bolsas de Valores

Segurança para comprar e vender ações

Bolsas de Valores são sociedades civis, com ou sem fim lucrativos, que mantém um local adequado e seguro para a realização de transações de compra e venda de títulos e valores mobiliários (ações, índices de ações, fundos imobiliários, etc).

São nas Bolsas de Valores onde se negociam as ações e no Brasil a única Bolsa onde se negocia ações é a BM&F Bovespa.
Bolsa

Quando você pensa em uma Bolsa de Valores, logo pensa naquele ambiente onde as ações eram compradas e vendidas “no grito”. Porém o processo mudou e hoje em dia ele é totalmente eletrônico.

Hoje, a Bolsa fornece um sistema de negociações totalmente eletrônico na BM&F Bovespa com alto padrão de segurança, ética e transparência.

São divulgadas pública, detalhadamente e com muita rapidez todas as transações de compra e venda desses títulos e valores mobiliários.

É também dever da Bolsa de Valores, fiscalizar a integridade das operações, acompanhar e intervir quando há uma oscilação muito brusca (positiva ou negativa) sobre um determinado ativo ou índice.

Como as ações são lançadas na Bolsa de Valores?

Lançamento de Ações

Primeiro, é interessante entender porque as ações são “lançadas na Bolsa de Valores”.

Se você é uma empresa, de uma maneira geral tem 2 possibilidades de financiar o seu crescimento:
1 – Tomar empréstimo – com Bancos, Governo (BNDES) ou por Debêntures;
2 – Angariar sócios – vendendo ações na Bolsa.

A primeira opção tem como desvantagem o fato de que você vai pagar juros.
Na segunda, não existem juros já que o dinheiro veio da venda da sociedade e não precisa ser devolvido (esta é a grande vantagem).

A vantagem da primeira opção (empréstimo) é que os lucros em caso de tudo dar certo serão somente seus, enquanto que na segunda (lançamento de ações) você deve dividir os lucros.

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O que são Ações e Bolsa de Valores?
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Quando uma empresa decide “lançar as suas ações” ou “abrir o seu capital”, recorre a corretoras e bancos especializados que fazem uma avaliação da empresa e calculam o valor do seu capital, além de qual percentual será vendido no lançamento das ações ao mercado.

O processo de lançar ações na Bolsa, é chamado de “IPO”, do inglês “Inicial Public Offering”.

Leilão de Lançamento

Leilão de Lançamento de Ações

Esse processo se dá com um leilão na Bolsa de Valores, com data e hora de início marcadas com antecedência, na qual as corretoras colocam suas ofertas de compra e assim o preço do IPO vai sendo definido.

Muitas vezes o preço sai acima do preço calculado pelas corretoras e bancos que coordenam o lançamento, o que é um excelente sinal para a empresa.

Significa que o número de interessados por suas ações é maior do que o previsto e por uma simples lei de oferta e procura, o preço do lançamento sobe.

Definidas as quantidades e o preço que cada investidor levou no leilão inicial e o preço do IPO, é marcada a data de estreia dessas ações no pregão da Bolsa.

Este primeiro negócio realizado entre a empresa diretamente ao comprador é chamado de Mercado Primário.

O Lançamento das ações pelo IPO é chamado de “Mercado Primário”.

A partir do lançamento através da IPO, as ações são livres para serem negociadas, ou seja, para serem compradas ou vendidas por qualquer investidor.

Bastando o investidor estar cadastrado em uma corretora de valores (falaremos sobre corretoras na sequência) e aprovado para negociar na BM&F Bovespa, este é o chamado Mercado Secundário.

Acoes-Primario-Secundario

A partir do lançamento, estas empresas serão auditadas regularmente, apresentarão balancetes trimestrais e balanços anuais e serão também auditadas suas negociações com ações pela CVM.

A CVM é o Órgão Governamental que regulamenta o Mercado de Capitais no Brasil criado para fiscalizar e desenvolver o mercado de capitais no Brasil.

Para entender mais sobre o que faz a CVM, sua área de atuação e a sua estrutura, acesse o site da CVM no Link, ou o material explicativo sobre a função da CVM.

Tipos de Ações e Códigos

Agora que já sabemos o que são ações, como são lançadas e onde são negociadas, vamos aprender sobre os tipos de ações disponíveis no mercado e como são formados seus códigos de negociação na BM&F Bovespa.

Não desanime, apesar de serem informações básicas, elas são muito importantes como fundamento para quando você ler os artigos sobre estratégias de investimentos em ações.

Tipos de Ações

Conselho das Ações ON

Ações ON

Ordinárias Nominativas:

São o tipo de ações mais importantes, já que elas dão direito ao controle da empresa.

Elas dão direito de voto nas assembleias de acionistas e quem tiver 50% mais uma ação, ou o grupo que as tiver, tem o poder de controlar a empresa.

As ações Ordinárias tem outra vantagem, o TAG ALONG.

O TAG ALONG é o direito de receber a mesma quantia que os controladores da empresa em caso da venda desta empresa para outra empresa.

Um bom exemplo foi o caso da compra do Unibanco pelo Itaú, ou a compra da Sadia pela Perdigão.

Vamos a um exemplo fictício.
Imaginando que as ações da Sadia estivessem cotadas na Bolsa por R$ 20,00.

Em troca de comprar um grande lote que dava direito ao controle da empresa, a Perdigão resolveu pagar mais caro, por exemplo R$ 22,00.

Neste caso, os detentores de ações Ordinárias também teriam o mesmo direito de vender por R$ 22,00.

O TAG ALONG é descrito por um percentual (100%, 90%, etc) e esse percentual por lei é de no mínimo, 80% do prêmio, dependendo do nível de governança da empresa.

Na maioria dos mercados mundiais esse é o único tipo de ação negociada em Bolsa.

Por isso no Brasil, as empresas que abrem capital atualmente emitem somente ações ordinárias.

Dividendos das Ações PN

Ações PN

Preferenciais Nominativas:

Esta ações não dão o direito ao voto nas assembleias, mas têm a preferência no recebimento de dividendos e muitas vezes um pouco mais de dividendos, que são parte do lucro líquido da empresa distribuído para os acionistas.

Para se ter uma noção deste privilégio, se uma empresa não pagar dividendos por três anos consecutivos, os preferencialistas terão direito a voto nas assembleias.

Elas são muito típicas do mercado brasileiro porque foi a maneira do governo poder vender parte de suas companhias públicas, captando dinheiro, porém, sem ter interferência na gestão das empresas, e por isso, são as mais negociadas nos pregões.

Na legislação atual, a empresa só pode emitir ações PN na mesma proporção das ON, uma para cada uma.

Para as empresas é ótimo poder emitir ações PN porque elas captam os recursos e jamais correm o risco de perda do controle acionário da empresa.

As ações PN (Preferenciais Nominativas) geralmente são mais baratas do que as ON e por isso também são as preferidas dos investidores de curto prazo.

Códigos das Ações

Códigos das Ações

Para que sejam negociadas na Bolsa de Valores, as ações das empresas são identificadas por códigos.
Os códigos possuem 4 letras maiúsculas que representam o nome das companhias, exemplos PETR é de Petrobras, VALE é de Vale Mineração, ITUB é de Itaú, BBDC é de Bradesco, etc.

Depois dessas 4 letras vem um número que representa qual o tipo de ação negociada, como na tabela a seguir:

Código
3
4
5
6
11
Tipo
ORDINÁRIAS
PREFERENCIAIS
PREFERENCIAIS CLASSE A
PREFERENCIAIS CLASSE B
ETFS E UNITS ações
Exemplo
BVMF3
PETR4
VALE5
ELET6
BOVA11

Por exemplo, BOVA11 é um ETF, ETF é um fundo que neste caso representa o índice Bovespa ou Ibovespa (IBOV).

O Ibovespa é carteira teórica formada por várias ações, de vários segmentos econômicos diferentes na economia, representando as ações mais negociadas no Brasil.

Ele é importante porque nos dá uma ideia de uma maneira geral se as ações estão subindo ou caindo, passando ao investidor uma noção da movimentação das ações no Brasil.

O ETF BOVA11 é interessante porque em vez de comprar um pouco de cada ação que compõe o índice (60 ações), você compra o BOVA11 ficando mais fácil a sua participação na valorização de todas as ações proporcionalmente ao seu percentual de participação no Ibovespa.

Falaremos mais sobe ETFs e sobre o Índice Bovespa em um próximo artigo, mas se você quer saber mais sobre a metodologia de composição do índice acesse o link.

História das Bolsas de Valores no Brasil e no Mundo

Fotos antigas da Bolsa

Os livros de história não são muito precisos com relação a datas mas o primeiro registro de reuniões para negociações organizadas foi próximo de 1150, quando o rei Luis VII criou a Bourse de Paris, em uma ponte sobre o rio Sena.

Na época de Napoleão, os negócios foram transferidos para um prédio chamado de Corbeille, nome que pegou também na Bolsa do Rio de Janeiro, onde Corbeille era o local onde eram registradas as negociações feitas pelos corretores.

Em 1630 aproximadamente, foi inaugurada a Bolsa de Valores de Amsterdã para se negociar as ações das Companhias das Índias Orientais, que tiveram um papel fundamental na expansão do comércio no mundo daquela época.

Os primeiros relatos de “dividendos” foram em 1650, quando a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais começou a pagar remuneração aos acionistas em forma de dividendos (estudaremos mais a frente esse assunto).

logo bolsa londres

Esse movimento se espalhou pela Europa e em 1801, foi fundada a Bolsa de Valores de Londres, onde em seu logotipo estava escrito “Dictum Meum Pactum”, que simboliza a forma de se negociar nos pregões: MINHA PALAVRA É MEU CONTRATO.

Um negócio era considerado fechado quando o comprador e o vendedor tocavam sua mão no peito do outro e dizia “fechado X ações ao preço Y”.

Suas anotações eram então passadas aos seus auxiliares e estes levavam em um papel da bolsa preenchido com o nome da corretora que comprou e a que vendeu, qual a quantidade e o preço fechado/acordado por aquela ação e essa negociação era registrada pelos funcionários da Bolsa na Corbeille (centro de processamento dos negócios).

Bolsa-Nova-York

Hoje em dia, a Bolsa que é referencia mundial é a Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), que teve sua origem em 1792 no número 40 da Wall Street, porém, seu primeiro prédio foi destruído em um grande incêndio em 1835.

Só em 1863, ela registrou o nome que carrega até hoje: NEW YORK STOCK EXCHANGE.

Crise de 29

O fato mais marcante na história da Bolsa Americana se deu em 24 de outubro de 1929, quando houve a “quinta-feira negra”, dia trágico marcante na história dos Estados Unidos, com o primeiro “crash” (quebra) na Bolsa de Valores americana, a famosa crise de 29.

Esse “crash” foi o início do período da chamada “Grande Depressão”, em que os valores das ações caíram muito. Algumas empresas fecharam, muitas pessoas foram demitidas e a produção americana diminuiu pela metade.

Crise na Bolsa em 1929

Mas porque isso ocorreu?

Na época, uma onda especulativa e de otimismo levou a população a acreditar que o preços das ações iriam somente subir, então, as corretoras começaram a emprestar dinheiro para os pequenos e médios investidores comprarem mais ações.

No auge desse movimento, já haviam sido emprestados quase metade de todo dinheiro em circulação nos Estados Unidos e isso não poderia dar certo, não é?

Quando começaram a perceber a bolha que havia se formado, todos tentaram vender suas ações e como só haviam vendedores fazendo com que os preços fossem um mero detalhe, uma vez que o importante mesmo era achar alguém para comprar.
Só que não havia ninguém para comprar.

Após esse doloroso aprendizado, o governo americano desenvolveu uma série de leis e normas para que isso nunca mais voltasse a acontecer.

Desde esse dia trágico, as bolsas do mundo todo começaram a criar mecanismos de interrupção dos pregões em casos de pânico extremo protegendo assim o mercado das grandes oscilações negativas de preços, os chamados “circuit breaker”.

A última vez que a NYSE interrompeu suas negociações foi durante o ataque terrorista de 11 de setembro de 2001.

As Bolsas de Valores no Brasil

No Brasil, uma das bolsas de valores mais importantes foi criada em 1820: a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (BVRJ), que no início negociava câmbio, escravos e mercadorias da época.

Em 1845 foi inaugurado o prédio na Rua Direita, próximo ao porto, lugar aonde está até os dias de hoje.

Ao longo dos anos, por ser na época a capital do país, a BVRJ se tornou a Bolsa brasileira mais importante e com o maior volume negociado de dinheiro e ações.

bovespa-80

No século XX, A BVRJ foi aos poucos perdendo espaço para a Bovespa (paulista) com o primeiro “crash” nacional de 1971, o chamado “milagre brasileiro”, que deveria transformar o Brasil em uma grande potência econômica mundial.

O que a equipe econômica da época, liderada por Delfim Neto, não contou é que o milagre seria feito à base de empréstimos contraídos no exterior com um custo altíssimo caso as coisas não dessem certo como previsto.

Mais uma vez o que se viu foi uma “bolha especulativa” que fatalmente estourou.

Mas o que sepultou de vez a BVRJ no cenário nacional foi o escândalo de 1989, o chamado Caso Naji Nahas.

Naji-Nahas

Naji Nahas e o fim da Bolsa do Rio

Figura mítica no mercado carioca, este libanês, casado com uma brasileira, dominou a BVRJ desde o inicio dos anos 80 com suas operações complexas e agressivas de compra dos principais papéis de bolsa e suas opções (veremos mais adiante o que são opções de ações).

Com sua fama de ganhador, adquiriu vários “sócios“ que seguiam as suas tendências e transformavam suas compras em um efeito manada.
Coitado daquele que operasse na ponta contrária a dele.

Mas ele se utilizava de uma brecha operacional na época para alavancar seus negócios muito mais vezes do que o capital que possuía.
Essa brecha era: ao comprar um papel na bolsa, você só pagava 5 dias depois.

Então o que ele fazia?
Comprava enormes quantidades de ações sem ter o dinheiro todo, seus “sócios” compravam também.
Este grande volume de compras, ou seja, esta grande (falsa) demanda fazia com que as ações subissem artificialmente.

Neste intervalo de 5 dias, Naji ia aos bancos pedir o dinheiro emprestado para pagar essas compras levando junto sua posição em ações (já valorizadas) como garantia, provando aos banqueiros que ele já estava no lucro, pois seus preços de compra eram sempre menores do que os preços de fechamento daquele dia.

Isto fazia com que os bancos concluíssem que a operação de empréstimo de curto prazo era de baixíssimo risco.

Como ele usava uma extensa rede de “laranjas” no mercado, ele conseguia sempre manipular os preços de fechamento das ações, o que era vital para que os empréstimos continuassem a fluir.

Em seu auge imperial, Naji Nahas conseguiu ser dono de 10% das ações da Petrobrás e de 5,5% das ações da Vale do Rio Doce (atual Vale), a ação mais negociada na BVRJ, usando também o mercado de opções.

Com a alta dos juros, com o medo de que ganhasse as eleições presidenciais e com a intervenção junto aos bancos do então presidente da Bovespa, seu esquema começou a falhar.

Ele deixou um prejuízo nas corretoras em que operava que foram calculados na época em mais de duzentos milhões de dólares.

Esse foi um golpe fatal na confiança do investidor no sistema de controle operacional da BVRJ, o que fez com que o mercado se voltasse para a Bovespa.

BM&F Bovespa, a Bolsa do Brasil

No começo dos anos 2000, foram feitos acordos de integração entre as bolsas e finalmente tudo foi transferido para Bovespa, que é hoje o único centro de negociações com ações do Brasil.

Em 2005, o tradicional “pregão viva-voz”, onde as ações eram negociadas “no grito” chegou ao fim na Bovespa e em 2009 ele chegou ao fim na BMF.

Ambos os espaços hoje servem apenas como museu para contar a história de como um dia funcionavam as Bolsas.

bovespa e bmf

Finalmente, em 8 de maio de 2008 a Bovespa se juntou com a BMF (Bolsa de Mercadorias e Futuros) e formaram a BM&F BOVESPA S/A, a maior bolsa de valores da America Latina e uma das maiores do mundo em valor de mercado.

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Juliano Custodio

Juliano Custodio é empreendedor digital, apaixonado por tecnologia, investimentos e tudo o que esta mistura pode criar.
É também CEO do EuQueroInvestir.com e do EuQueroInvestir A.A.I assessores de investimentos.
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