Equipe econômica quer reduzir medidas restritivas a partir de 7 de abril

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Reprodução/Agência Brasil

Para a equipe do ministério da Economia, comandado por Paulo Guedes, as medidas restritivas, como a quarentena, para combater o avanço do Covid-19 no Brasil começarão a ser afrouxadas no dia 7 de abril. O time de Guedes acredita as medidas de apoio à economia anunciadas até aqui não são suficientes para suportar por um prazo maior do que a data.

A equipe econômica prevê que os governos estaduais irão relaxar as medidas restritivas a partir desse período e, assim, o pacote de fomento do ministério seria suficiente para três ou quatro meses.

Segundo informa o jornal O Estado de S. Paulo, o técnicos dizem que as ações já foram elaboradas considerando um relaxamento gradual do isolamento.

São Paulo como base

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), estabeleceu quarentena nos mais de 600 municípios do estado, fechando bares, restaurantes, cafés, cinemas, teatros, pontos turísticos, eventos, casas noturnas e todo comércio considerado não essencial, desde terça-feira (24), terminando no dia 7 de abril.

Essa é a base tomada pela equipe econômica. Mas o próprio Doria não sabe se terá que estender a quarentena

No domingo (22), o próprio ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), havia sugerido que as medidas de relaxamento da quarentena deveriam ser tomadas em algum momento.

“Ninguém aguenta permanecer parado full time. Para duas semanas, libera um pouco para as pessoas, deixa as pessoas se reorganizarem. Vamos ter que ir assim”, disse.

O próprio ministro, entretanto, acredita que o crescimento da curva de infectados e mortos pela doença só irá parar em julho, para começar a descer em agosto. A questão é saber se esse afrouxamento não fará a crise se prolongar mais do que o previsto.

Discurso de Bolsonaro contra quarentena

No seu pronunciamento em cadeia nacional de televisão, nessa terça-feira (24), o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) pediu que os governadores relaxassem as medidas de contenção e liberassem a abertura de escolas e do comércio.

O presidente sugeriu, sem mostrar plano algum de ação, seja uma abertura gradual e programada, seja uma ruptura definitiva nas ações de isolamento e quarentena.

O discurso foi amplamente criticado, e não só no Brasil. O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), o etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus, criticou duramente o presidente brasileiro: “em muitos países, as UTIs estão lotadas e essa é uma doença muito séria”, disse ao colunista Jamil Chade, do portal UOL.

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“Pedir às pessoas que fiquem em casa e interromper o movimento da população está ganhando tempo e reduzindo a pressão sobre os sistemas de saúde. Por si mesmas, essas medidas não extinguirão as epidemias”, explicou ainda Ghebreyesus.

Meio termo

O próprio ministro Paulo Guedes já implorado por encontrar uma solução que seria um meio termo entre a paralisação da economia e o esforço para salvar vidas e empregos.

Para ele, se todos ficarem em casa, “a economia entraria em colapso”.

A maioria dos países desenvolvidos e alguns em desenvolvimento estão tomando a mesma medida para chegar a esse meio termo: complementam até 90% dos salários de trabalhadores que não podem produzir durante esse período de isolamento.

Essa solução salva vidas porque não relaxa o isolamento, ao mesmo tempo que garante empregos e dá respiro de caixa para pequenas e médias empresas que não teriam fluxo para ficar tanto tempo paradas.

Mas o governo brasileiro não aderiu a essa solução e sem isso não parece haver um meio termo possível.

Nessa terça-feira, o governador do estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, foi à sua conta oficial no Twitter para fazer um apelo: “Ressuscitar a economia a gente consegue. Ressuscitar quem morreu é impossível”.

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