Quanto rende R$ 1 milhão na poupança?

Ronaldo Araújo
Ex-assessor de investimentos agora atuante no marketing digital; habilidades em produção de conteúdo, copywriting e gestão de tráfego pago, com proficiência no gerenciador de negócios do Facebook e campanhas no Google Ads.
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Crédito: Crédito da imagem: Banco de Imagens EnvatoElements/By ivankmit

Atingir o primeiro milhão de reais é o sonho de grande parte dos investidores, principalmente dos iniciantes. Ter todo esse dinheiro pode significar muitas coisas como poder comprar uma casa, um carro, fazer uma viagem inesquecível ou mesmo viver de renda.

Algumas pessoas conseguem atingir esse objetivo. Contudo, acabam deixando esse dinheiro em um dos piores investimentos do mercado: a poupança.

A não ser que você tenha ganhado na loteria, juntar R$ 1 milhão em uma poupança não é nada fácil. Isso porque não dá para contar com o rendimento que esse tipo de aplicação oferece.

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No entanto, há outras opções de investimentos mais rentáveis e que podem ajudar você a realizar os seus objetivos.

Continue a leitura para saber quanto rende R$ 1 milhão na poupança. Além disso, falarmos sobre outros investimentos bem mais rentáveis.

Como calcular o rendimento de R$ 1 milhão na poupança?

Antes de mais nada, vale lembrar que o rendimento da poupança é um dos menores entre os investimentos acessíveis aos brasileiros.

Desde 2012 (após uma reforma promovida pelo governo Dilma) ficou decidido que a poupança renderia conforme a Selic – taxa básica de juros da nossa economia.

Hoje, sempre que a Selic estiver em um patamar inferior a 8,5%, o rendimento da poupança é de 70% da Selic mais a Taxa Referencial (a famosa TR). Vale lembrar que no momento a TR está completamente zerada.

A má notícia é que desde 2016 a Selic vem alcançando níveis históricos em seu limite inferior. A queda iniciou-se em outubro daquele ano até atingir o patamar mínima de 2% ao ano, o menor já registrado.

Por esse motivo, desde o citado ano, a rentabilidade da caderneta de poupança está cada vez menor, perdendo até mesmo para inflação. Isso significa que o investidor perde dinheiro ao investir na poupança em um cenário desses.

Na data de publicação deste artigo, a Selic voltou a subir após cinco anos de quedas seguidas. A primeira elevação se deu em março de 2021 quando foi fixado o patamar de 2,75% ao ano. Logo após em maio, o valor da Selic subiu para 3,50% a.a.

Tendo isso como base, podemos calcular quanto rende R$ 1 milhão na poupança durante um ano. Basta multiplicar R$ 1 milhão por 2,45% (ou seja, 70% da taxa Selic) para chegarmos ao resultado de R$ 24.500, aproximadamente.

Parece bom, principalmente se você pensar que os rendimentos da poupança são auferidos mensalmente, sempre no aniversário de cada depósito.

Renda mensal

Assim, se você tem R$ 1 milhão na poupança, poderia ter uma renda extra mensal de quase R$ 2.042. Como a média salarial do brasileiro gira em torno de R$ 2.340 esse valor mensal não estaria nada mal, certo?

Dá até para pensar em se aposentar mais cedo, não é mesmo?!

No entanto, temos que considerar os efeitos da inflação sobre o dinheiro que ficou guardado todo esse tempo. Ela ela reduz o poder de compra do montante que foi acumulado.

Logo, os R$ 24.500 de rentabilidade podem não valer tudo isso quando você finalmente o tiver em mãos.

Porque as pessoas ainda escolhem a poupança?

A poupança ainda é a queridinha dos brasileiros que querem guardar dinheiro para realizar algum plano futuro.

Estima-se que 85% dos investidores do Brasil tenham dinheiro aplicado em cadernetas de poupança. Entre os motivos que fazem com que as pessoas escolham a poupança como um investimento estão a segurança e a praticidade.

Outra facilidade é no momento de realizar os depósitos, pois os bancos disponibilizam diversos canais em que é possível fazer esse tipo de operação, tais como agências, caixas eletrônicos, lotéricas, correspondentes bancários, entre outros.

Além disso, na poupança seu dinheiro pode ser retirado a qualquer momento. Basta que você vá até o banco e realize o saque. Mas deve estar ciente que perderá a rentabilidade do mês caso a data de aniversário não seja atingida.

No quesito segurança, a poupança conta com a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Logo, se o seu dinheiro colapsar em razão de algum problema com a instituição financeira que o detém, o FGC garante a devolução de até R$ 250 mil.

Por esses e por outros motivos é que a poupança ainda continua a ser a preferida de pessoas que querem juntar dinheiro. Se elas soubessem que existem outros investimentos melhores que a poupança, certamente repensariam o assunto.

Quais são os investimentos melhores que a poupança?

Se você acompanha o EuQueroInvestir, já sabe que existem diversos investimentos melhores que a poupança. Aliás, a maioria é tão seguro quanto ela.

Entre eles, estão investimentos em renda fixa e em renda variável. Contudo, para saber qual deles é o mais indicado para os seus objetivos, primeiramente é indicado que você faça um teste de perfil de investidor.

Os investimentos de renda fixa são mais indicados para pessoas de perfil conservador e que estão menos dispostas a correr riscos. Isso é bem comum entre os investidores da poupança.

Já para as pessoas com perfil mais arrojado, há opções muito interessantes na renda variável, tais como as ações.

Pensando nisso, explicarei a seguir um pouco mais sobre dois dos principais investimentos em renda fixa que podem substituir a poupança. Confira!

Tesouro Direto

O Tesouro Direto é uma das principais plataformas de investimentos de renda fixa do Brasil. Para que você tenha uma ideia, em janeiro de 2019, o Tesouro Direto contava com mais de 3,3 milhões de investidores. Esse número aumenta a cada dia.

Muitas são as vantagens de se investir nessa modalidade. Além de ter rendimentos maiores, há títulos do Tesouro Direto que protegem o seu dinheiro do temível efeito da inflação.

Dessa forma, mesmo que o seu patrimônio fique investido por um longo prazo, não perderá o poder de compra.

Os títulos públicos do Tesouro Direto são comercializados em três modalidades:

  • Atrelados à inflação (IPCA);
  • Prefixados; 
  • Indexados à taxa Selic.

O título que é indexado à inflação é o Tesouro IPCA+. Ele tem sua rentabilidade composta por uma taxa fixa mais o resultado do IPCA (inflação) no período.

Esses títulos são ideais para pessoas que desejam guardar recursos por um longo prazo. Isso porque há proteção do poder de compra já que o rendimento tem como base o principal índice de inflação do país.

Já os títulos prefixados são uma ótima opção para quem deseja guardar dinheiro pensando em atingir uma certa quantia. Por exemplo: R$ 100 mil em cinco anos.

A rentabilidade dos títulos prefixados já é conhecida desde o momento da contratação. Isso permite que você faça cálculos para saber em quanto tempo alcançará a quantia que pretende.

Tesouro Selic

O Tesouro Selic é uma modalidade diferenciada do Tesouro Direto, pois a sua rentabilidade acompanha a taxa básica de juros do país.

Além disso, possui alta liquidez, já que é possível retirar o dinheiro a qualquer momento sem perder rentabilidade. Somente por isso já é melhor que a poupança, em que você perde a rentabilidade do mês se sacar o dinheiro.

É por esse motivo que o Tesouro Selic é muito procurado por pessoas que desejam formar uma reserva de emergência ou pensam em juntar algum dinheiro para realizar uma viagem, trocar de carro ou mesmo comprar um novo celular.

No Tesouro Direto você começa a investir a partir de R$ 30,00 e, apesar de não contar com a garantia do FGC (como acontece na poupança), ele é considerado um dos investimentos mais seguros do Brasil, pois é o Governo Federal quem emite esses títulos.

Em resumo, os títulos do Tesouro Direto rendem no mínimo de 100% do CDI, que é o principal indicador de rentabilidade para os investimentos de renda fixa. Assim, chega a pagar cerca de 30% mais do que a poupança, fora a proteção contra os efeitos da inflação em algumas modalidades.

Bem mais interessante, não é mesmo?

Certificado de Depósito Bancário (CDB)

O CDB é outra modalidade de investimento bastante simples e que apresenta patamares de rentabilidade bem melhores do que os da poupança.

Existem CDB’s pré fixados e pós-fixados. Os primeiros seguem uma lógica semelhante à do Tesouro Pré fixado, em que você já sabe qual será a rentabilidade do título no momento de sua aquisição.

Já os CDB’s pós-fixados têm sua rentabilidade atrelada ao CDI ou ao IPCA.

Um CDB é basicamente um título de dívida de algum banco ou instituição financeira. Nesse sentido, você está emprestando o seu dinheiro a um banco durante algum tempo. No final do prazo estipulado, receberá o valor emprestado acrescido de juros.

CDBs emitidos por grandes bancos costumam pagar rendimentos menores, pois o risco de que essas instituições não paguem o título é bem pequena.

No entanto, há CDBs emitidos por instituições financeiras menores que podem pagar bem mais que 100% do CDI.

Apesar de haver risco maiores nesses CDBs, vale lembrar que essa modalidade de investimento também conta com a garantia do FGC, assim como na poupança.

Dessa forma, caso o banco tenha algum problema e quebre, os investidores estão protegidos em até R$ 250 mil por instituição bancária e por CPF.

Com um pouco de experiência no mercado e com a ajuda de profissionais é possível que você consiga aplicar em CDBs cujo rendimento chega a ser até 45% maior do que a poupança.

Vale a pena manter R$ 1 milhão na poupança?

Como você pôde perceber, existem opções de investimentos bem melhores que a poupança. Se você está em busca do segundo milhão, na poupança levará bastante tempo para atingir essa quantia.

Por isso, o ideal é pesquisar sobre outras formas de investir o seu dinheiro, pois assim será possível atingir esse objetivo mais rapidamente.

Se você está em dúvida entre quais investimentos escolher, os assessores da EuQueroInvestir podem te ajudar realizando um diagnóstico de suas atuais aplicações e indicando outras com rendimentos bem melhores.

Para isso, basta clicar no botão “Assessor de Investimentos” nesta página.

Algo que nenhum especialista recomenda é manter todo o seu patrimônio em apenas uma aplicação. Se você mantém R$ 1 milhão na poupança, certamente está deixando de ganhar muito dinheiro. Além disso, está correndo riscos desnecessários.

Qual é a conclusão?

A poupança é uma das modalidades mais antigas de investimento que existem no mercado. Mesmo tendo sido criada há mais de um século e meio, ela ainda é uma das formas mais populares de poupar dinheiro no Brasil.

Hoje, o mundo mudou e com isso também mudaram as formas de se fazer um investimento.

Além do Tesouro Direto e do CDB, o mercado também está repleto de outras opções com boa rentabilidade e baixo risco.

As ações também podem ser uma boa forma de ganhar mais dinheiro em um prazo menor, mesmo tendo risco maior.

Agora você já sabe quanto rende R$ 1 milhão na poupança e viu que pode ganhar mais em outras aplicações. Não deixe de considerar a diversificação de seus investimentos.

Conte com a EuQueroInvestir para tornar esse processo muito mais simples!