Qualicorp (QUAL3): CVM suspende julgamento de ex-diretora

Paulo Amaral
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Crédito: Divulgação Qualicorp

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) atendeu a um pedido de vista e adiou a definição do julgamento da ex-diretora de relações com investidores da Qualicorp (QUAL3), Grace Tourinho, e de seu marido, José Tourinho.

A executiva, ao lado de seu marido, José Tourinho, é acusada de negociar ações da companhia de posse de informação privilegiada, em 2018.

O diretor Henrique Machado pediu acesso aos autos e causou o adiamento do julgamento, que agora não tem data para ser finalizado.

Ferramenta ajuda na escolha de suas ações de acordo com balanços

Antes de ser suspenso, o caso teve parecer do relator, Marcelo Barbosa, favorável à absolvição do casal.

Barbosa, presidente da CVM , alegou que não há um conjunto probatório suficiente para a condenação, tendo em vista os contraindícios apresentados pela defesa em relação ao acesso à informação privilegiada.

O caso Qualicorp

O caso envolve a alienação de 529 mil ações antes de divulgação de fato relevante, em 1º de outubro de 2018, relacionado a um contrato de remuneração do divulgador da Qualicorp, José Seripieri.

A acusação da CVM diz que Grace participou da elaboração do contrato, sendo entrevistada pela consultoria Spencer Stuart, que dava suporte às negociações.

À época da divulgação, Grace e o marido venderam as ações da Qualicorp, as ações da operadora de planos de saúde despencaram, causando perdas de R$ 1,4 bilhão em valor de mercado.

A defesa da ex-diretora

Segundo o Estadão Conteúdo, os advogados dos Tourinho alegam que quando Grace apresentou o estudo, não estava definido se Seripieri ficaria na empresa.

O presidente do conselho da Qualicorp também teria afirmado que, no caso de assuntos confidenciais, a pauta não era detalhada, o que impedia que terceiros tivessem acesso às informações.

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