Qual a melhor aplicação financeira para 100 mil reais?

Ângelo Manzan Dalla Vecchia
Aluno de engenharia civil pela UFSC, interessado pela área de engenharia econômica, planejamento, análise de investimentos e finanças comportamentais. Obteve estes conhecimentos através de experiências profissionais, disciplinas cursadas e livros como A Árvore do Dinheiro e Misbehaving: The Making of Behavioral Economics. Assessor de Investimentos da Euqueroinvestir.com Mande-me um e-mail: angelo.dalla@euqueroinvestir.com Ou então uma mensagem por WhatsApp: (48) 99850-0645
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Crédito: Joel santana Joelfotos por Pixabay

Neste artigo vou te ensinar como montar uma carteira de investimentos ideal para suas necessidades

Independente do volume financeiro, sejam 100 mil, 500 mil ou 1 milhão, o primeiro passo ao investir é entender qual o seu perfil de investidor e necessidade de prazos. Posteriormente, sempre alocar as melhores opções dentro do seu perfil e das suas necessidade. Esta pergunta é similar a perguntar para um médico: qual o melhor remédio para tomar? A resposta será um belo “depende”. Porque depende se tem dor no pé, no braço ou de cabeça.

Na minha experiência, geralmente os investidores se consideram mais moderados ou agressivos com a expectativa de ganhar acima da média. Porém, não entendem os possíveis riscos envolvidos, porque mais retorno tende a gerar mais volatilidade (ou oscilação) nos investimentos. Ou seja, há chances de ter rentabilidades abaixo do esperado em alguns períodos.

Portanto, a pergunta que deve ser feita é: eu realmente aguentaria ver meu patrimônio ficar negativo por alguns momentos? Se a resposta for não, você já sabe que é bem conservador. Lembre-se de que não há nada errado em ser conservador, existem opções muito boas nessa linha. O melhor caminho é respeitar o seu perfil.

Agora vamos ao que interessa. Em vias gerais há 3 perfis: conservador, moderado e agressivo.

O perfil conservador

O conservador é aquele que é totalmente avesso ao risco, ou seja não quer ver o patrimônio negativar. Em suma, as opções para este perfil ficam no universo da renda fixa. Em outras palavras, a renda fixa é você emprestar dinheiro em troca de recebimento de juros (que é a rentabilidade contratada).

O universo de renda fixa inclui desde crédito bancário, como CDB, LCI, LCA, LC, que possuem garantia do FGC ou até Tesouro Direto para aqueles que são ainda mais conservadores. Haja vista que o Tesouro Direto é a aplicação mais segura que existe no Brasil, afinal o risco dele é de o país falir. Outro tipo de investimento que se apresenta muito atrativo nesse período de taxa de juros baixa são créditos privados, como Debêntures, CRA, CRI ou fundos de crédito privado, inclusive muitos deles são isentos de IR.

Vale ressaltar que mesmo sendo conservador, é fundamental saber se o seu investimento rende igual ou acima da média de mercado, que é 100% do CDI.  No entanto, vale prestar atenção se você tem investimentos em bancos tradicionais, é bem provável que esteja deixando dinheiro na mesa.

Moderado

Quem é moderado já está um passo a frente na escala de risco porque busca ganhar acima da média. Para este tipo de investior seria indicada uma composição entre renda fixa e renda variável. Com a ideia de buscar uma carteira diversificada para ter ativos não correlacionados, afinal não vamos colocar todos os ovos na mesma cesta.

O universo de renda variável vai desde fundos multimercados, câmbio, passando por fundos imobiliários, ETFs,  chegando em ações e fundos de ações. Com a curva de juros baixataxa Selic abaixando, os fundos imobiliários têm ganhado mais atenção entre aqueles que querem uma renda mensal isenta de Imposto de Renda. Os fundos imobiliários foram muito bem em 2019 e mantêm a perspectiva para os próximos anos, especialmente se você entrar nas emissões de cotas novas destes fundos.

Uma das formas mais eficientes de identificarmos o nosso perfil de investidor, é realizando um teste de perfil.

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Agressivo

Por último chegamos ao agressivo. Aqui a ideia é aumentar a alocação em ativos de renda variável e diminuir em renda fixa. Prepare-se para ter uma carteira bastante volátil, com altas e às vezes baixas no seu patrimônio investido. Por isso, outro ponto muito importante é focar em ter ativos que não sejam totalmente correlacionados.

Por exemplo, dentro dos fundos multimercados existe um leque gigante de opções para montar uma carteira menos correlacionada. A diversificação de ativos em diferentes setores e regiões também ajuda. Outro exemplo, se você tem muita posição em bolsa nacional deveria ter ativos de bolsa internacional que sejam dolarizados para proteger sua carteira em momentos ruins aqui no Brasil.

Invista conforme a sua necessidade de prazo

Além de respeitar seu perfil, outro aspecto fundamental para seu plano de investimentos é dividir sua carteira em 3 caixas: curto, médio e longo prazo. Essa divisão vai depender do seu plano pessoal.

O curto prazo é a caixa para emergências e oportunidades, aqui vamos procurar aplicações de liquidez alta e sem risco. Este artigo explica detalhadamente como montar uma caixa de emergência.

A caixa de médio prazo é aquela focada para os projetos pessoais de até 5 anos: comprar uma casa, trocar de carro, fazer uma viagem ou pagar um curso para sua educação.

Por último, o lngo prazo é destinado para a aposentadoria. Uma solução inteligente para esta caixa é um bom fundo de previdência, que renda acima do 100% do CDI, já que te garante benefícios fiscais a longo prazo.

Resumo da ópera para investir

Procure seguir essas 4 regras para ter a melhor carteira de investimentos:

  • Respeite o perfil de investidor; 
  • Entenda sua necessidade em relação aos prazos das aplicações;
  • Diversifique a carteira em classes de ativos não correlacionado;  
  • Busque aplicações que tenham histórico acima de 100% do CDI.  

No final de tudo, o melhor investimento é aquele que não te tira o sono e que acompanha, pelo menos, a média do mercado (100% do CDI). Portanto, a melhor solução é conversar a fundo com o seu assessor de investimentos. Abra o jogo com ele que então ele vai saber melhor como te orientar nessa jornada.

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Esta é a função de um assessor de investimentos

Entender o investidor em uma profundidade maior do que o gerente do seu banco ou corretoras digitais e monitorar o mercado em busca de oportunidades que se enquadram em sua realidade, são atribuições do Assessor de Investimentos.

O papel dele é unir seus objetivos pessoas e profissionais, momento financeiro, perfil de investidor e avaliar o mercado para te apoiar com os investimentos que estiverem alinhados com seu momento.

Disponibilizo abaixo, a oportunidade de você realizar um diagnóstico e tirar todas as suas dúvidas sobre investimentos, conversando com um especialista no assunto.

O que fazer agora

O primeiro passo sempre será conhecer seus limites, sua tolerância a risco. Não entender seus próprios limites pode levá-lo a tomar as piores decisões com seus investimentos.

Por este motivo, sugerimos que todo investidor - experiente ou iniciante - conheça seu perfil. Se busca obter ganhos mais altos aceitando certa volatilidade ou se prefere maior segurança com retornos garantidos.

Entender mais profundamente o seu perfil como investidor e seus objetivos quanto a prazos de investimentos é uma tarefa um pouco mais sofisticada. É preciso considerar histórico como investidor, fatores pessoais e até profissionais que um teste da internet não considera.

Nossa equipe pode te ajudar a avaliar seu perfil de investidor.

O primeiro passo é uma conversa de 5 a 10 minutos com um membro da nossa equipe para levantar as primeiras informações e então agendar a conversa com um especialista no mercado de Investimentos.

É ele quem vai se aprofundar no seu histórico como investidor, seu momento de vida, seus planos futuros e então te indicar para produtos recomendados para seu perfil de investidor.

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