Qual a diferença entre CDB e RDB?

Arthur Severo
Arthur Severo Rodrigues é assessor de investimentos há mais de 11 anos. Possui as certificações ANCOR, CPA-20 e CEA. Foi trader de alta frequência do mercado de opções da BM&FBOVESPA por 3 anos, rentabilizando mais de 4000% seu investimento inicial. Também é entusiasta e investidor de criptomoedas, possui a certificação CBP (Certified Bitcoin Professional) emitido pela C4 - CryptoCurrency Certification Consortium. É formado em administração pela ESAG – UDESC.Celular: (48) 9 8824 1812 ramal: (48) 3031 3739 e-mail: arthur.severo@euqueroinvestir.com

Crédito: Crédito da imagem: Banco de Imagens EnvatoElements/By sarawutnirothon

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Qual a diferença entre CDB e RDB? Existem diversas maneiras de você investir seu dinheiro, uma delas é emprestando hoje para recebê-lo no futuro acrescido de uma taxa de juros. Sem novidades até aqui, emprestar dinheiro é uma das atividades mais antigas de que se notIcia.

Aprofundemos mais um pouco… No mercado financeiro, mais especificamente o de renda fixa, se você investir em um título público estará emprestando seu dinheiro para o governo; se investir em uma debênture, para empresas privadas; em um CDB, para instituições financeiras e assim por diante.

Cada título possui suas especificidades, focaremos nos CDB’s (Certificados de Depósitos Bancários), para posterior comparação com os RDB’s (Recibos de Depósitos Bancários).

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Sobre os CDB’s

Os CDB’s são o principal meio de captação de recursos das instituições financeiras. Elas captam esses recursos de nós investidores por uma taxa juros “x” e utilizam para emprestar esse dinheiro por uma taxa de juros “y” (sendo “y” maior que “x”). Essa diferença de taxas de captação/empréstimo se chama spread bancário e representa o lucro auferido por essas instituições.

Os CDB’s estão entre os produtos mais conservadores do mercado financeiro, pois contam com o FGC, ou, Fundo Garantidor de Crédito. Cada vez que as instituições financeiras captam recursos uma pequena (muita pequena) parte vai para esse fundo que hoje ultrapassa os R$40 bilhões.

Quando você empresta seu dinheiro para essas instituições, caso elas venham a falir, todo o seu dinheiro seria perdido. Nesses casos é que o FGC é acionado para restituir os investidores, mas “alerta ligado”, existem algumas peculiaridades e cuidados que eu gostaria de alertá-los:

Uma das formas mais eficientes de identificarmos o nosso perfil de investidor, é realizando um teste de perfil.

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  • O FGC garante até o valor de R$250 mil por emissor (instituição). Assim, caso você possua valores superiores, é imperativo que divida em montantes menores utilizando mais de uma instituição, ou seja, invista em diversos CDB’s;
  • O FGC garante até o limite de R$1 milhão por CPF, ou seja, todos os CDB’s de todas as instituições que você investiu somados não devem ultrapassar esse valor;
  • O Fundo Garantidor de Crédito garante também os rendimentos do período, contanto que não ultrapasse os valores limites. Assim, sempre calcule uma “folga” na hora de investir, para que os valores limites não sejam ultrapassados em nenhum momento até o vencimento;
  • Do momento que a instituição faliu até de fato o investidor receber seu dinheiro de volta do FGC, o dinheiro não rende. Essa talvez seja a única limitação da segurança que ele proporciona. Os prazos variam de alguns dias até meses, dependendo do caso,
  • Os valores limites quando utilizados se renovam depois de quatro anos, ou seja, se você utilizou o FGC para ressarcir R$200 mil, seu limite cai de R$1 milhão para R$800 mil pelos próximos quatro anos até voltar a cobertura normal.

*Todas as informações sobre o FGC, demonstrativos de resultado, saldo do fundo e prazos de restituição podem ser encontrados no site oficial.

A remuneração dos CDB’s, como na maioria dos produtos de renda fixa, pode ser de três formas: pós-fixados, indexados à inflação e pré-fixados.

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Pós-fixados

Os pós-fixados são os menos arriscados em função de acompanharem o CDI (taxa de juros que baliza os investimentos). Assim, se você investir num CDB que lhe pague 120% do CDI (100% do CDI é o próprio CDI), esse percentual será fixo até o vencimento, mas o CDI poderá variar para mais ou para menos.

Para quem não está familiarizado, entenda que se o CDI está 7% ao ano e investirmos em um produto que renda 120% do CDI, esse investimento nos renderá 8,4% ao ano (7×1,2).

Indexados à inflação

Os indexados à inflação possuem dois componentes: um pós fixado, que é a inflação (geralmente o índice utilizado é o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo), e outro que é uma taxa de juros pré-fixada. Essa combinação garante um ganho real, acima da inflação, independente de qual seja a mesma. Excelente para quem procura blindagem patrimonial e manutenção do poder de compra.

Pré-fixados

No terceiro e último caso, temos os pré-fixados, que garantem uma taxa previamente estabelecida e são considerados mais arriscados. Isso porque podemos garantir essa taxa, e se por algum motivo os juros subirem muito, poderão deixar essa taxa previamente negociada nada atrativa.

Explico:

Digamos que você invista num CDB que pague 9% ao ano para três anos de vencimento, o CDI na data negocia a 7,5% ao ano. Se ocorrerem eventos que façam nosso CDI subir absurdamente para 12% ao ano ainda no primeiro ano, essa sua taxa de 9% ficará nada atrativa.

Portanto, cuidado! Tente posicionar em pré-fixados quando o cenário para nossa taxa de juros seja de manutenção, queda, ou, após encerrado ciclos de alta dela.

A tributação dos CDB’s segue a tabela regressiva de Imposto de Renda, quanto mais tempo posicionado, menores ficarão as alíquotas:

E os RDB’s?

Todas essas explicações são EXATAMENTE IGUAIS para os RDB’s (Recibos de Depósitos Bancários), com exceção da liquidez. Nos CDB’s é permitido negociar o título entre investidores antes do vencimento do título, nos RDB’s não. Uma vez que opte por investir nesses ativos, o investidor deverá carregá-los até o vencimento e em hipótese alguma negociá-los antes dessa data.

Espero tê-los ajudado nessa questão e até a próxima, sigo a disposição para quaisquer dúvidas.

O que fazer agora

O primeiro passo sempre será conhecer seus limites, sua tolerância a risco. Não entender seus próprios limites pode levá-lo a tomar as piores decisões com seus investimentos.

Por este motivo, sugerimos que todo investidor - experiente ou iniciante - conheça seu perfil. Se busca obter ganhos mais altos aceitando certa volatilidade ou se prefere maior segurança com retornos garantidos.

Entender mais profundamente o seu perfil como investidor e seus objetivos quanto a prazos de investimentos é uma tarefa um pouco mais sofisticada. É preciso considerar histórico como investidor, fatores pessoais e até profissionais que um teste da internet não considera.

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