Quais são as taxas cobradas em fundos de investimentos? Descubra agora!

Ronaldo Araújo
Ex-assessor de investimentos agora atuante no marketing digital; habilidades em produção de conteúdo, copywriting e gestão de tráfego pago, com proficiência no gerenciador de negócios do Facebook e campanhas no Google Ads.
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Crédito: Reprodução / Luiz Felipe Kessler / Seu Crédito Digital

Você sabe quais são as taxas cobradas em fundos de investimento? Investir por meio de fundos de investimento é algo extremamente prático e que conserva o tempo dedicado a atividade principal que remunera uma pessoa. Nos fundos, o investidor conta com gestores profissionais que farão um gerenciamento dos recursos. Como é de se esperar, uma remuneração equivalente deve ser paga a título dos serviços prestados.

Atingir um patrimônio de R$ 100 mil é para poucos, o que amplia o desafio de busca pelas melhores aplicações para multiplicá-lo

Por conta disso, trazemos este artigo sobre as taxas cobradas pelos fundos até você. Nele, você encontrará informações que melhorarão sua compreensão sobre os valores cobrados pelos fundos. Dessa forma, será mais fácil para você entender porque vale a pena investir dessa forma. Com essa leitura você estará plenamente conhecedor de tudo que é pago aos profissionais da indústria de fundos de investimento.

Qual é a estrutura de um fundo de investimento?

Quando se fala das taxas cobradas sobre fundos de investimentos, muitas pessoas questionam a razão delas existirem. O questionamento é muito válido, pois nos remete a estrutura mínima de funcionamento de um veículo de aplicações financeiras como os fundos o são.

De fato, a razão para cobrança das taxas em fundos é a existência de profissionais que atuam “nos bastidores” para que o objetivo central seja cumprido. Afinal de contas, todos devem ser remunerados por seu trabalho e com os fundos não seria diferente. Até mesmo porque é nesse argumento que se fundamenta a gestão passiva, quando a decisão de investimento é delegada a um terceiro.

Por isso, são cobradas taxa.

Dessa forma, ao menos cinco esferas de atuação estão contempladas na estruturação de um fundo de investimento. Acompanhe.

Administrador

O administrador de um fundo de investimento é a figura que faz a representação legal do instrumento financeiro em questão. Ele responde por todos os aspectos legais do fundo junto aos órgãos de fiscalização da indústria, como a Comissão de Valores Mobiliários CVM.

Gestor

Esse personagem da estrutura dos fundos é aquele que faz o dinheiro render na prática. Ele é responsável pela alocação de ativos, definindo quais farão parte da carteira do fundo e em que momento isso ocorrerá. Ele é guiado pela política de investimentos do fundo que o direciona em quais mercados ele deve atuar.

Distribuidor

O investimento em fundos é feito por meio de cotas. Ou seja, quem decide aplicar nessa modalidade de investimentos deve adquirir as cotas que são comercializadas. Pois bem, quem faz a atividade comercial das cotas é o distribuidor. Ele é responsável por intermediar as operações de compra e venda de cotas.

Custodiante

Ao passo que as cotas foram adquiridas por algum investidor, é necessário que haja a guarda delas. Trata-se de um processo virtual, mas pode ser comparado ao mundo físico, quando alguém adquire um bem de valor e o guarda em um cofre. Essa ação de manter reservado o patrimônio em cotas de fundos de investimento é ação do custodiante, mais uma figura que faz parte da estrutura de um fundo.

Auditor

Por fim, temos outra importante peça nesse intrincado tabuleiro financeiro: o auditor do fundo. Ele tem a função de fiscalizar as ações executadas no fundo por meio da auditoria independente. Isso traz mais segurança aos cotistas pois há alguém externo verificando se tudo que está sendo feito obedece aos padrões de boas práticas recomendadas pelos órgãos reguladores.

Você pode conhecer mais sobre a estrutura dos fundos no site da Anbima.

Quais são as taxas cobradas em fundos de investimentos?

Para manter toda a estrutura explicada anteriormente é necessário que haja seu custeio por meio de taxas. Elas são explicadas em maiores detalhes a seguir.

Taxa de administração

Essa taxa é referente aos serviços de administração efetuados sobre os fundos, como cálculo de cotas de cada membro, seu valor patrimonial, aplicação e resgates. É expressa em um percentual de incide sobre o valor total que o fundo possui no momento.

Apesar de ter seu valor mostrado no formato de cobrança anual, sua cobrança efetiva ocorre diariamente. Se um fundo exibe uma taxa de administração de 1% ao ano, esse valor deve ser trazido para o percentual diário. Assim, o valor é calculado sobre o patrimônio líquido ao final de todos os dias, já que a cota varia diariamente.

Taxa de performance

Enquanto a taxa de administração tem cobrança independente do resultado que o fundo apresente, a taxa de performance só é cobrada se o rendimento do fundo superar determinado benchmark indicado na documentação do fundo. Vale ressaltar que a cobrança incide apenas sobre o valor alcançado a mais do alvo escolhido.

Suponha que o índice de referência escolhido tenha sido o IBOVESPA. Se em determinado período o IBOV rendeu 25% e o fundo teve desempenho positivo de 40%, a taxa de performance incidirá sobre os 15% que excederam os 25% do IBOV. Em geral, o mercado pratica um percentual de 20% sobre a rentabilidade excedente ao benchmark.

Taxa de carregamento

Essa é uma taxa que praticamente faz parte do passado. Em sua maioria, apenas os fundos constituídos há muito tempo a possuem. Vale lembrar também que ela é aplicável a fundos de previdência privada e também podem ser chamadas de taxas de entrada e saída, visto que sua incidência se dá no momento dos aportes e/ou resgates.

Com o tempo, viu-se que essa taxa constituía uma espécie de dreno de recursos, pois a justificativa de sua existência nunca foi muito plausível. A ideia é cobrar um percentual sobre os aportes e retiradas. Em alguns casos, o valor cobrado era de incríveis 5%. Na prática, apenas 95% do valor investido valia de fato. A boa notícia é que os fundos previdenciários mais novos não contam com essa taxa.

Come-cotas

O come-cotas não é exatamente uma taxa. Ele faz parte dos tributos que incidem sobre os rendimentos do fundo. É assim chamado porque não deduz diretamente valores financeiros de quem aplica e sim por meio das cotas do titular. Na prática, o valor delas reduz no momento da cobrança para que seja antecipado o imposto a pagar.

Sua incidência se dá a cada seis meses, sempre no último dia considerado útil dos meses de maio e novembro. A rentabilidade do semestre anterior é calculada e sobre isso são deduzidas cotas dos investidores para pagamento do imposto. Vale lembrar que o come-cotas incide sobre os fundos de renda fixa e fundos multimercados.

Os fundos de investimentos são fantásticos veículos de aplicação. Como tal, precisam de manutenção financeira e remuneração dos profissionais que sustentam toda a estratégia. Além do mais, o desempenho superior também deve ser reconhecido e pago como tal. O mais importante é perceber se mesmo pagando todas as taxas o rendimento conseguido é melhor daquele quando se investe sozinho. Não raro, esse é o resultado demonstrado quando se investe via fundos de investimento.