Quais os melhores investimentos na crise?

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

“Épocas de crise são sempre as épocas de melhor oportunidade”. Quem afirma é Paulo Filipe de Souza, assessor de investimentos da Eu Quero Investir.

Ele afirma que existem oportunidades excelentes no momento para todas as áreas de investimento. E que agradam a todo tipo de investidor: agressivo, moderado ou conservador.

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O que não fazer na crise

Diante da alta volatilidade, com o sobe e desce sem fim das bolsas nas últimas semanas, a pior ação no momento é sair se desfazendo de ações.

Para quem tem disponibilidade e paciência para aplicar a longo prazo, aguentando a tormenta, as oportunidades de agora prometem se revelar recompensadoras no futuro, segundo os especialistas.

Para o investidor agressivo: o que fazer na crise?

“Se o cliente é agressivo, ele vai conseguir excelentes ações que estão muito baratas, bem abaixo do preço”, afirma.

A opinião é a mesma de Marco Bismarchi, sócio da TAG Investimentos: “Tem muitas boas oportunidades no mercado agora. Ações de empresas excelentes baratas, que sabemos que estarão muito bem no futuro”, diz.

Para Filipe Teixeira, colunista da Eu Quero Investir, investidores que tenham metas mais a longo prazo vão se sair melhor, já que há ativos que se apresentam depreciados e que, certamente, vão se recuperar.

No entanto, os movimentos pedem cautela: “A recuperação gradual do mercado não elimina o caráter disfuncional e extremamente volátil do mesmo. Portanto, muito cuidado para não gerar expectativas de que a crise já tenha sido superada”, alerta Teixeira.

Para o investidor moderado e conservador

Já para o perfil moderado de investidor, Paulo Filipe de Souza recomenda os fundos imobiliários. E para o conservador, o Tesouro Direto. “Além da segurança destes papéis, eles estão com taxas atrativas”, diz.

Para o superintendente de investimentos da Infinity Asset, Camilo Cavalcanti Junior, os papéis do Tesouro são uma excelente pedida para encarar a crise.

O Tesouro IPCA+, por exemplo, é corrigido pela inflação e apresenta uma taxa bastante atraente para o momento. “Os títulos de cinco anos, por exemplo, têm taxa de 4% mais inflação. Isto quer dizer que ele será corrigido pela inflação e ainda vai te render ao longo dos anos 4%”, explica.

“Se tudo der errado, o país estiver em crise, e a inflação disparar, ainda assim você mantém o poder de compra e ganha os 4%. Se tudo der certo, ótimo, porque você garante esses 4% ao longo dos anos”, complementa. Ele cita ainda os títulos do IPCA+ de 20 e 30 anos como boas opções. “O rendimento é de 5% mais inflação”, diz.