Quais as melhores ações defensivas do momento?

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Divulgação

Em um ranking de ativos considerados seguros, as ações, certamente, estariam no final da lista.  Indicadas sempre com cautela para perfis mais moderados e conservadores de investidor, algumas ações de setores específicos da economia podem, no entanto, ser consideradas como defensivas.

As ações defensivas seriam aquelas dos setores considerados fundamentais. Ou seja, dos segmentos da economia que, mesmo na crise ou durante uma recessão, não deixam de ter uma demanda garantida.

“Os setores defensivos são os que, mesmo na crise, não param. São tidos como os essenciais para a vida das pessoas”, resume Ilan Arbetman (foto), analista da Ativa Investimentos.

Como exemplo, podem ser citadas as ações de companhias de serviços públicos, como energia elétrica e saneamento básico, concessionárias rodoviárias e empresas de telecomunicações e de alimentação.

Também são exemplos algumas ações de empresas ligadas ao consumo interno e os setores de saúde, educação e bancário.

“As ações defensivas vão amortizar a carteira de investimentos em possíveis cenários de queda e volatilidade”, afirma Clara Cristina de Souza Sodré, assessora da EQI Investimentos.

Tais ativos apresentam baixa volatilidade em comparação com os demais. Porém, no decorrer do tempo, tendem a não apresentar um grande desempenho quando a bolsa está em alta.

“Por isso é sempre importante olhar o horizonte de investimento”, recomenda Sodré. “Estas ações têm estabilidade. Não dão retorno imediato, mas sim com o passar do tempo”, explica.

Ações defensivas se mostraram mais resilientes

Ilan Arbetman, da Ativa, explica que, no mundo da renda fixa, os investimentos defensivos são aqueles previsíveis. Já no mundo das ações, defensivo é tudo aquilo que oferece menos risco.

Segundo ele, a atual temporada do Ibovespa demonstra a relevância de ter ações defensivas no portfólio. “O índice caiu quase 30% em março, a maior queda já registrada. E os setores defensivos se mostraram mais resilientes”, analisa.

Ele aponta o bom desempenho, em especial, dos setores de telecom, financials e utilities. “São ações que não precisam de um cenário positivo para performar”, diz.

E destaca ações de empresas como Droga Raia, Pão de Açúcar e Carrefour como varejistas com demanda garantida.

Camilo Cavalcanti, superintendente de investimentos da Infinity Asset, recomenda os ações defensivas não apenas para momentos de crise, como o que se apresenta decorrente da pandemia de coronavírus.

“Elas devem estar sempre presentes para funcionar como amortecedores e garantir a calma e a preservação de capital necessárias para reavaliar cenários e ajustar portfólios”, afirma.

Arbetman vai na mesma linha. “Para garantir um portfólio que não dê dor de cabeça nem tire o sono, parte dele deve ser defensiva”, complementa.

Agora, qual a parcela dos investimentos que deve estar dentro desta estratégia é algo que depende do perfil de cada investidor. Se agressivo, moderado ou conservador. Neste caso, contar com o auxílio de um assessor de investimentos pode ser de grande valia. Saiba aqui como.

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E ainda: como um assessor de investimentos pode te ajudar?