MDB, DEM e PSDB ficam com maior parte das cidades; veja mais notícias

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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O centro sai vitorioso nas eleições municipais deste ano, com o PSDB em São Paulo, o DEM no Rio e o MDB reunindo o maior número de prefeituras no País. Isso dá forma a uma frente contrária ao presidente Jair Bolsonaro e o que ele representa, conforme informou o Estadão. MDB ficou com 803 cidades; PSDB  com 533; e DEM, com 476.

Após a reeleição do prefeito Bruno Covas na cidade de São Paulo, e outra três vitórias em capitais – Natal, Palmas e Porto Velho – o PSDB é o partido que, a partir do ano que vem, irá administrar a maior fatia das receitas municipais e terá influência direta sobre a maior fatia do eleitorado, conforme informou o Valor.

O PSDB terá em mãos R$ 155 bilhões. Em seguida aparecem o MDB, com R$ 93,3 bilhões; o DEM, com R$ 91 bilhões; e o PSD, com R$ 82,3 bilhões.

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Apesar de ser o mais representativo, o PSDB viu sua receita encolher na comparação com quatro anos atrás.

As maiores quedas depois do PSDB, entre os partidos grandes e médios, são do PSB e do Republicanos. O PSB caiu de R$ 51,6 bilhões para R$ 29,9 bilhões, retração de 42%. O segundo retrocedeu de R$ 42,1 bilhões para R$ 25,8 bilhões.

O PT ficou na 11º colocação em 2020, responsável pela administração de R$ 20,2 bilhões no próximo ano. O resultado é um crescimento de 13,8% na comparação com quatro anos atrás. Em número de prefeituras, o partido ficou com 183, mas nenhuma capital.

União ultrapassa em R$ 24 bi impacto da covid-19 a municípios

O repasse feito pelo governo federal para os municípios durante a pandemia superou em R$ 24 bilhões o impacto da calamidade sobre as contas das prefeituras. A ajuda compensou a perda de receitas e o que os prefeitos de fato gastaram no combate ao vírus, de acordo com reportagem do Estadão.

A cifra vai crescer até o fim do ano porque a arrecadação está reagindo e a suspensão do pagamento das dívidas concedida no pacote de socorro aos Estados e municípios continuará até dezembro.

BC enfrenta dilema de preços em alta

As projeções para os preços ao consumidor em 2021 têm sido revisadas para cima, e faz crescer entre analistas a percepção de que o Banco Central deveria adotar um tom mais cauteloso em relação às perspectivas para a inflação, conforme reportagem do Valor.

O consenso do mercado aponta para o IPCA em 3,40% em 2021, segundo o Boletim Focus, nível acima do observado no início de outubro (3,02%). Alguns economistas esperam o IPCA acima do centro da meta do BC, de 3,75%, mas não esperam um cenário em que a inflação fique fora de controle.

“O choque que estamos vendo é temporário, mas também é significativo e pode se tornar um problema maior para o BC, que precisa acompanhar ao longo dos próximos meses a evolução dos preços. Estamos falando de uma pressão forte e intensa que, dadas as condições que vemos para o próximo ano, podem tornar a inflação preocupante”, explica Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados. “Ninguém está falando de um descontrole inflacionário.”

Destrave de obras pode gerar R$ 40 bi em gastos

Segundo reportagem do Estadão, a transição do Orçamento de 2020 para bancar obras executadas nos próximos anos pode abrir a porteira e deixar até R$ 40 bilhões em gastos como “herança” para 2021.

O problema é que esse montante irá competir com as despesas já programadas para 2021 dentro do teto de gastos, o mecanismo que limita o avanço das despesas à inflação, criando uma espécie de “orçamento paralelo” que pode pressionar o caixa do governo, dificultar a gestão orçamentária.

Setor imobiliário em recuperação no Rio

Depois da queda vertiginosa nas vendas de imóveis nos primeiros dez dias da pandemia, investir no setor imobiliário do Rio de Janeiro voltou a ser um bom negócio. Com informações do jornal O Globo.

Em setembro, os números voltaram ao patamar do ano anterior. O movimento para cima foi devido a permanência ativa de 85% dos canteiros de obra durante o isolamento social, garantindo empregos, a taxa de juros baixa, a oferta de crédito de longo prazo e o apetite dos bancos pelo financiamento imobiliário.

Atualização Covid-19 

O Brasil teve 272 óbitos confirmados por Covid-19 nas últimas 24 horas, elevando o total de vítimas a 172.833. Os novos casos positivados foram 24.468, de um total de 6.314.740 milhões.

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