Proteção tarifária de 2010 a 2016 aumentou preço de produtos domésticos

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Photo by Kelly Sikkema on Unsplash

As tarifas de mercadoria importadas entre 2010 e 2016, deram ao produtor doméstico a brecha de subir o preço cobrado por mercadoria em média 17,4%. Este dado foi divulgado ontem, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que traz o relatório da a assistência tarifaria efetiva dos setores econômicos do país.

O relatório mostra que os produtores domésticos podem cobrar mais caro pelas mercadorias, uma vez que as taxas impostas permitem essa prática. Isso se deve porque, importar produtos estrangeiros para o Brasil é caro. Por consequência o produtor local se beneficia deste artifício para alavancar seus preços e lucrarem.

Se não houvesse proteção tarifária , o valor praticado seria menor. O objetivo do estudo foi identificar a assistência tarifária, ou seja,o quanto as empresas lucravam com este sobrepreço. Além disso, o valor mensura a transferência de riqueza promovida pelo país entre os setores produtivos.

Peso da proteção tarifária

Segundo o relatório, a assistência tarifária efetiva obteve o recorde de 19% em 2010. Em 2011, reduziu para 17,5%. Desde então, o indicador permaneceu entre esses dois percentuais até 2014, quando fechou em 17,9%. Nos últimos dois anos do período analisado, observou-se uma queda chegando a 15,6% em 2016. Esse percentual representa R$148,9 bilhões, o que equivale a 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB).

A indústria de transformação foi a maior beneficiária da proteção tarifária, alcançou o auge em 2013, com 35,1%. Em 2016 registrou queda de 10 pontos percentuais. Já o setor da agropecuária, teve seu pico em 2010, com cerca de 4,1%.

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Como resultado, a indústria de transformação levou quase toda a assistência provida no período observado. Em 2016, o setor obteve R$ 141,8 bilhões dos R$148,9 bilhões. A maior parte desses recursos ficou com a indústria de automóveis, caminhões e ônibus, que teve uma assistência média de R$ 24,5 bilhões no período estudado.

Impacto na economia

A proteção tarifária no período estudado ajudou efetivamente somente alguns setores da economia brasileira. Isso faz com que outros setores do país percam a competitividade e a população brasileira seja a maior prejudicada, pois acaba pagando mais caro por produtos de qualidade inferior.

Sendo assim, estudo demonstra ser um aliado a aplicação de políticas públicas, principalmente no que tange a assistenciária tarifária, indicando quais setores devem ser beneficiados.

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