Descubra as 10 Maiores Pagadoras de Dividendos da Bolsa
Compartilhar no LinkedinCompartilhar no FacebookCompartilhar no TelegramCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsApp
Compartilhar
Home
Notícias
Projeto de Trump pode proibir ações chinesas nos EUA e afetar gigantes como Alibaba

Projeto de Trump pode proibir ações chinesas nos EUA e afetar gigantes como Alibaba

A tensão entre EUA e China pode chegar a um novo nível caso um projeto de lei de Donald Trump seja aprovado, afetando gigantes chinesas, como a Alibaba.

A tensão entre Estados Unidos e China pode chegar a um novo nível caso um projeto de lei do presidente Donald Trump seja aprovado. Assim, a medida afetaria gigantes chinesas, como a Alibaba.

O projeto de lei de Trump prevê a expulsão de várias empresas chinesas das bolsas de valores dos EUA, diz a CNBC.

O chamado Holding Foreign Companies Accountable Act forçaria as companhias a desistir de suas listagens em Wall Street se elas se recusassem a abrir seus relatórios para os reguladores de contabilidade dos EUA. E também pode impedi-los de levantar dinheiro de investidores americanos.

O projeto, na verdade, se aplica a empresas de qualquer país. Mas a mira do governo norte-americano é clara: as corporações da China.

Segundo a CNBC, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, disse em uma entrevista coletiva que o projeto oprime politicamente as empresas chinesas. “Em vez de criar camadas de barreiras, esperamos que os EUA possam fornecer um ambiente justo e não discriminatório para as empresas estrangeiras investirem e operarem nos EUA”, afirmou Hua.

Publicidade
Publicidade

Acontece que algumas empresas chinesas que negociam nos EUA têm um histórico de escândalos contábeis.

Em 2020, a rede chinesa de cafés Luckin, rival da Starbucks, foi banida da Nasdaq depois que a empresa inflou US$ 300 milhões em vendas nos seus relatórios contábeis. A fraude começou em abril de 2019.

Alibaba, PetroChina, JD.com e outras somam US$ 2,2 trilhões

Caso a lei seja aprovada, grandes empresas chinesas como Alibaba, a gigante do petróleo PetroChina, JD.com e mais de 200 corporações podem ser afetadas.

Mas um fechamento de capital chinês nos EUA traria consequências também para os Estados Unidos. Isso por que as chinesas têm, juntas, cerca de US$ 2,2 trilhões nas bolsas americanas.

“Se o projeto virar lei, acho que essas empresas vão deixar nossas bolsas e vão partir com preços que não vão deixar os investidores americanos melhores”, disse Jesse Fried, professor de direito da Harvard Law School, em entrevista a CNBC.

A lei poderia ter impacto também sobre os investidores de varejo, que possuem ações diretas de empresas chinesas ou possuem carteiras de aposentadoria que incluem ETFs.

Mas há quem diga que as autoridades chinesas não se importariam se essa lei fosse aprovada.

Caso o Alibaba, por exemplo, seja removido da Nyse, isso acelera um plano que Pequim já tem: construir suas próprias bolsas.

Os mercados chineses são muito mais sofisticados hoje do que há uma década. Portanto, as empresas recuando e sedo listadas na China não seriam tão limitantes quanto antes.

Menos regulação

Uma empresa como a Alibaba deixando os Estados Unidos também atrairia Pequim, pois reduz o papel dos reguladores americanos.

Um importante ponto de discórdia entre os dois países é que Pequim não permite que auditorias de suas empresas que comercializam nos EUA sejam inspecionadas por reguladores americanos.

Mas outra questão importante para Pequim é manter as empresas sob controle.

Segundo o professor Jesse Fried “embora eu ache que o governo chinês esteja muito orgulhoso do Alibaba e do que ele conquistou, eles não estão interessados ​​em que essas empresas privadas se tornem tão poderosas. Esta seria uma forma de reduzir o tamanho deles”, afirma ele.

Porém, analistas dizem que um êxodo de fechamento de capital é bastante improvável.

Marc Iyeki, ex-chefe de listagens da Ásia-Pacífico na Bolsa de Valores de Nova York diz que as autoridades regulatórias chinesas também indicaram que estão prontas para se sentar para chegar a uma solução aceitável, e há sinais de que a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA está pronta para negociar.