Projeto Ferrogrão está em posse do TCU; edital pode sair ainda este ano

Osni Alves
Jornalista (2007); Especializado em Comunicação Corporativa e RP (INPG, 2011); Extensão em Economia (UFRJ, 2013); Passou por redações de SC, RJ e BH (oalvesj@gmail.com).
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Foto: Projeto Ferrogrão está em posse do TCU; edital pode sair ainda este ano

O projeto de concessão da Ferrogrão já está em posse do Tribunal de Contas da União (TCU).

Trata-se da nova ferrovia que ligará Sinop (MT), a Itaituba, no Pará (PA).

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De acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o documento foi protocolado na última sexta-feira (10).

Ao TCU, cabe, agora, a análise da documentação para a publicação do edital de licitação para ainda este ano.

Conforme o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, a obra demandará cerca de R$ 8,4 bilhões para o projeto de concessão.

Segundo ele, mais de 70% da safra mato-grossense é escoada pelos portos de Santos (SP), e Paranaguá (PR), distantes mais de dois mil km da origem.

“Esse cenário mostra a relevância do projeto dentro do sistema logístico de cargas do país, sendo um diferencial para a sua atratividade junto a potenciais investidores”, disse.

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Ferrogrão: a importância do projeto

Para Freitas, a Ferrogrão será uma das vias mais importantes do país e um dos ativos mais aguardados pelos investidores.

Ela compreende 933 km de extensão e terá papel logístico fundamental para o escoamento da produção de milho, soja e farelo de soja do Mato Grosso.

Estima-se que pela Ferrogrão também será escoado o transporte de óleo de soja, fertilizantes, açúcar, etanol e derivados de petróleo.

Novo corredor

Segundo o ministério da Infraestrutura, a implementação da Ferrogrão irá consolidar o novo corredor ferroviário de exportação do Brasil pelo Arco Norte, ligando Sinop (MT) ao Porto de Itaituba (PA).

Estão previstos, também, o ramal de Santarenzinho, entre Itaituba e Santarenzinho, no município de Rurópolis (PA), com 32 km, e o ramal de Itapacurá, com 11 km.

Conforme a pasta, o projeto faz frente à expansão da fronteira agrícola brasileira e à demanda por uma infraestrutura integrada de transportes de carga.

“O empreendimento aliviará as condições de tráfego na BR-163/PA, diminuindo o fluxo de caminhões pesados e os custos com a conservação e a manutenção”, informou.