Profarma (PFRM3) reverte prejuízo de um ano atrás e apresenta lucro no 2TRI21

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Profarma

A Profarma (PFRM3) reportou nesta quarta-feira (11) lucro líquido de R$ 33,7 milhões no segundo trimestre de 2021 (2TRI21), revertendo o prejuízo de R$ 4,4 milhões consolidado no mesmo período de 2020.

Isso se deve, segundo a empresa, em grande parte, “à evolução do resultado operacional de R$ 33,9 milhões e à redução de R$ 11,5 milhões nas despesas financeiras líquidas”.

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“Importante ressaltar que nesse primeiro semestre de 2021 já alcançamos 81,5% do Lucro Líquido atingido no ano de 2020. Na visão do acumulado dos últimos 12 meses, o Lucro Líquido alcançou R$ 98,6 milhões, uma evolução de R$ 82,9 milhões comparado a igual período do ano interior”, ressaltou a Profarma, no seu relatório.

Ebitda cresce mais de 70%

O Ebitda (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) ficou em R$ 82 milhões no período, o que representa evolução de 70,5%, na comparação com os R$ 48,1 milhões do 2TRI20.

A margem Ebitda atingiu 5,3%, o que e 1,4 ponto percentual a mais do que os 3,9% do mesmo período do ano passado.

O incremento foi resultado das evoluções operacionais tanto da Profarma Distribuição quanto da Rede d1000, com crescimento de R$ 19,6 milhões ou 59,6% e R$ 13 milhões ou 89,8%, respectivamente, informou a empresa.

O Ebitda acumulado nos últimos 12 meses atingiu R$ 253,4 milhões, 25,6% maior que os R$ 201,7 milhões acumulados no mesmo período do ano anterior.

“Caso desconsiderássemos o efeito do IFRS, o Ebitda seria de R$ 55,2 milhões, apresentando crescimento de 96,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, com margem Ebitda de 3,5%”, salientou o relatório.

Receita Líquida cresce

A Profarma reportou receita líquida de R$ 1,559 bilhão no 2TRI21, 25% a mais que a do 2TRI20, com R$ 1,248 bilhão.

A Rede d1000 contribuiu com aumento de 27,4%, passando de R$ 230 milhões há um ano para R$ 292,9 milhões agora.

Já a Profarma Distribuição viu sua receita líquida subir 26%, de R$ 1,365 bilhão para R$ 1,720 bilhão.

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Divulgação: Profarma

Endividamento

Em 31 de junho de 2021, a dívida líquida totalizou R$ 563,8 milhões, o que representa aumento de 19,9% em relação à posição registrada no encerramento do segundo trimestre de 2020, de R$ 470,3 milhões.

“Tendo em vista que o Ebitda acumulado em 12 meses foi de R$ 253,4 milhões, o índice de alavancagem foi de 2,2x, em linha com o índice registrado no final do 2TRI20, que estava em 2,3x”, salientou a Profarma.

“Vale ressaltar que neste ano, o investimento adicional em estoques realizado em função da pré-alta foi acima da média dos últimos anos, impactando, como esperado para este período do ano, o nível de endividamento da companhia no curto prazo. Na comparação do nível de estoque e fornecedores do 2TRI21 contra 2TRI20 na Profarma Distribuição, observamos o aumento de 9,5 dias, que representaram cerca de R$ 180 milhões adicionais de capital de giro. Excluindo esse incremento, a relação dívida liquida/Ebitda seria de 1,5x. Os resultados positivos desse investimento adicional já foram, em parte, realizados no decorrer do 2TRI21”, encerrou.

Raio-x do balanço do 2TRI21 da Profarma

Lucro Líquido

  • 2TRI20: R$ 4,4 milhões (prejuízo)
  • 2TRI21: R$ 33,7 milhões (+865,1%)

Receita Líquida

  • 2TRI20: R$ 1,248 bilhões
  • 2TRI21: R$ 1,559 bilhões (+25,0%)

Ebitda

  • 2TRI20: R$ 48,1 milhões
  • 2TRI21: R$ 82,0 milhões (+70,5%)