Produtores de vinho no Brasil serão ajudados para combater os europeus

Sabrina Oliveira
Colaborador do Torcedores

Crédito:Vinhos Foto: Márcia Lauria/ Imprensa MG

Os produtores nacionais de vinho receberão apoio do governo para se preparar para a entrada em vigor do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul. Os vinhos argentinos e chilenos entraram no Brasil com isenção de impostos, o que está sob pressão de uma concorrência acirrada.Os produtores acreditam que quando os vinhos europeus também se beneficiam do livre comércio entre os dois blocos, a indústria doméstica pode não sobreviver. As informações são do InfoMoney.

O governo decidiu criar um fundo para modernizar a viticultura brasileira e prepará-lo para a competição que ocorrerá após a entrada em vigor do acordo, informaram os funcionários do governo sobre as discussões.  O plano não faz parte do acordo com a União Europeia e que seria anunciado como um incentivo provisório no início de 2020, disseram fontes integrantes do governo a par das discussões,  que pediram para não serem identificadas porque as discussões ainda não haviam sido finalizadas.

O fundo, chamado Modervitis, receberá dinheiro do IPI cobrado sobre o vinho e será usado para atividades de inovação e modernização do setor. O plano é alocar US $ 130 milhões para ajudar os produtores brasileiros. A ajuda aos produtores de vinho brasileiros pode vir antes mesmo que o acordo comercial com a UE tenha sido ratificado pelo Congresso, segundo fontes.

Produtores nacionais querem antecipar um problema semelhante ao que ocorreu há 20 anos quando Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai fundaram o Mercosul e foi assinado um acordo com o Chile que permitia que os vinhos desses países entrassem no mercado local a preços mais altos.

Os produtores pediram originalmente que o fundo funcionasse por 15 anos e receberam recursos de PIS/Cofins e IPI que se concentram em todos os tipos de vinho. Segundo Argenta, o governo quer que o fundo tenha um prazo de 5 anos mais curto, que pode ser prorrogado por mais 5 anos, e receberá apenas o IPI cobrado pelo vinho Vinifera – usado para produzir vinhos finos que competem ser. com os europeus.

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O comércio entre a União Europeia e o MercoSul afirma que os vinhos europeus entrarão no Brasil isentos de impostos por 8 anos. Para vinhos espumantes, o período é mais longo: 12 anos.  Em 2018, o Brasil importou 110 milhões de litros de vinho fino. No mesmo período, foram vendidos 14 milhões de litros de vinhos nacionais da mesma classe.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento afirmou em comunicado que está comprometido com a preparação da viticultura brasileira para a entrada em vigor do acordo com a UE. O objetivo é identificar os gargalos e elaborar um novo regulamento junto à indústria nos próximos seis meses. O Ministério da Economia não comentou.


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