Produção Industrial avança 1,4% em maio, mas abaixo da projeção

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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O IBGE divulgou nesta sexta-feira (2) a Produção Industrial de maio, que avançou 1,4%, interrompendo três meses consecutivos de queda, quando acumulou perda de 4,7%. O mercado aguardava leitura maior, de 1,8%.

Já em relação a maio de 2020, o crescimento foi de 24,0%, nona taxa positiva consecutiva e a segunda mais elevada da série histórica, abaixo apenas da registrada em abril último (34,7%). No ano, a indústria acumula alta de 13,1% e, em doze meses, de 4,9%.

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PIM: variação mensal x acumulado em 12 meses

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Reprodução/IBGE

 

Produção industrial: produtos alimentícios têm maior influência positiva

Entre as atividades, as influências positivas mais importantes vieram de produtos alimentícios (2,9%), em alta após a queda de 3,2% no mês anterior; pelo de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,0%), que eliminou parte da perda de 10,0% registrada em abril, e por indústrias extrativas (2,0%), com o terceiro mês seguido de crescimento, acumulando expansão de 10,0% no período.

Outras contribuições positivas importantes vieram de metalurgia (3,2%), de outros produtos químicos (2,9%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (8,0%), de bebidas (2,9%) e de confecção de artigos do vestuário e acessórios (6,2%).

Por outro lado, entre as dez atividades em queda, os principais impactos negativos foram de produtos de borracha e de material plástico (-3,8%), que acumula perda de 10,5% em três meses seguidos de queda; máquinas e equipamentos (-1,8%), que eliminou parte da expansão de 2,2% registrada em abril, e produtos têxteis (-6,1%), que acumula perda de 26,5% em cinco meses seguidos de quedas.

Produção industrial por categoria econômica

Entre as grandes categorias econômicas, ainda em relação a abril, os setores de bens de consumo semi e não-duráveis (3,6%) e bens de capital (1,3%) assinalaram as taxas positivas de maio, com a primeira interrompendo três meses de queda, com redução acumulada de 11,4%; e a segunda acumulando 4,3%, após dois meses de crescimento.

Já os setores de bens de consumo duráveis (-2,4%) e bens intermediários (-0,6%) apontaram resultados negativos. O primeiro marca a sexta queda seguida, acumulando perda de 16,2% no período. Já o segundo, reduziu a intensidade de queda frente a abril (-1,1%).

Média móvel trimestral fica em -0,8%

A média móvel trimestral da indústria ficou em – 0,8% no trimestre encerrado em maio de 2021 frente ao nível do mês anterior, mantendo a trajetória descendente iniciada em fevereiro de 2021.

Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo duráveis (-3,3%), em trajetória descendente desde janeiro, e bens de consumo semi e não-duráveis (-2,9%), no seu terceiro mês de queda (acumulando -9,4% no período), assinalaram os recuos mais intensos nessa comparação.

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Reprodução/IBGE

Crescimento de 24% frente a maio de 2020

Frente a maio de 2020, a indústria teve o segundo maior avanço da série

Na comparação com maio de 2020, a indústria avançou 24%, com a segunda taxa mais elevada da série histórica, abaixo apenas da registrada em abril (34,7%).

Entre as atividades, as principais influências vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (216,0%), máquinas e equipamentos (64,9%), metalurgia (49,3%), indústrias extrativas (11,8%) e produtos de minerais não-metálicos (47,1%).