Produção industrial cresceu 0,4% em janeiro; mas em 12 meses, a queda é de 4,3%.

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Divulgação

A produção industrial cresceu 0,4% em janeiro ante dezembro. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a alta é de 2%. Mas, em 12 meses, a queda é de 4,3%.

As informações foram divulgadas na Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta sexta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Segundo o IBGE, este é o nono mês seguido de avanço. E, apesar de ainda se encontrar 12,9% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011, o setor industrial vem ampliando a distância em relação às perdas registradas no início da pandemia, de março a abril de 2020, que acumularam -27,1%.

O comportamento positivo em janeiro, no entanto, foi menos acentuado do que vinha sendo registrado nos meses anteriores.

“Observamos a manutenção do comportamento positivo do setor industrial, mas com desaceleração no seu ritmo no mês de janeiro. Em abril do ano passado, a diferença para o patamar recorde era de -38,8%. Agora estamos mais perto (-12,9%), mas ainda com uma perda de dois dígitos. Porém, também chama atenção neste mês a quantidade de ramos que ficaram no campo negativo, que foram maioria (14 de 26), um comportamento que não foi observado nos meses anteriores dessa sequência de nove meses de crescimento”, avalia o gerente da pesquisa, André Macedo.

Grupo dos produtos alimentícios tem maior influência positiva

Entre as atividades, a influência positiva mais relevante foi assinalada pela atividade de produtos alimentícios, que avançou 3,1%, eliminando, assim, parte da redução de 11,0% acumulada nos três últimos meses de 2020.

Por outro lado, entre as 14 atividades que apontaram recuo na produção, metalurgia, com queda de 13,9%, apontou o principal impacto negativo em janeiro, interrompendo, dessa forma, seis meses de taxas positivas consecutivas e que acumularam expansão de 59,0% nesse período. O ramo de vestuário e acessórios ficou estável (0,0%).