Produção industrial dos EUA tem o pior resultado em 100 anos

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Flickr

A produção industrial dos Estados Unidos registrou queda histórica em abril, em decorrência das paralisações para contenção da pandemia de coronavírus. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (15), pelo Federal Reserve, banco central norte-americano.

A produção recuou 11,2% em relação a março. Este foi o pior resultado para o indicador, que é calculado há 101 anos.  A taxa de março foi revisada para -4,5% (a leitura anterior era de -5,4%).

Apesar da queda, o resultado veio alinhado com o que aguardava o mercado, que era uma queda de 11%.

Na análise anual, a queda é de -15,04%.

Utilização da capacidade instalada é a mais baixa

A utilização da capacidade instalada é de 64,9%, com queda de 8,3 pontos porcentuais em relação ao mês anterior. O nível atual se encontra 14.9 pontos porcentuais abaixo da medida de longo prazo. E 1,8 pontos porcentuais abaixo do nível mais baixo já registrado até então, que era de 2009, quando o país enfrentava a Grande Recessão ocasionada pelo subprime.

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Índice Empire State

Outro indicador de produção industrial dos EUA foi divulgado hoje. Trata-se do Índice Empire State de Atividade Industrial, medido pelo Federal Reserve de Nova York.

O índice de maio registrou -48,5 pontos. O resultado é um avanço em relação a abril, quando foi de -78,20. No entanto, o indicador ainda se encontra muito longe do zero.

O indicador mede a saúde econômica das indústrias de Nova York por meio de um levantamento com cerca de 200 empresas. Valores acima de 0 indicam melhorias nas condições, enquanto valores abaixo de 0 indicam pioras.

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