Produção econômica global tem melhor índice dos últimos 10 meses, diz JP Morgan

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Kyle Glenn/Unsplash/Divulgação

A economia global começou o ano de maneira sólida em 2020. Esta é a avaliação de um relatório divulgado nesta quarta-feira (5) pela JP Morgan. Segundo a instituição, o índice de produção global subiu de 51,6 em dezembro para 52,2 em janeiro. Este é o maior índice medido pelo banco desde março de 2019. O Brasil está entre os países citados pela empresa como tendo registrado uma “expansão sólida”.

A taxa de expansão econômica global acelerou em janeiro, com o crescimento fortalecido nos setores de manufatura e de serviços. Com o otimismo dos negócios crescendo, as empresas estavam suficientemente encorajadas a aumentar o emprego pelo terceiro mês consecutivo. Embora a tendência do fluxo de comércio internacional continua sendo uma restrição ao crescimento econômico, novos negócios de exportação se aproximaram da estabilização.

Segundo a JP Morgan, a produção aumentou em cinco dos seis subsetores cobertos pela pesquisa. A única exceção é a desaceleração em andamento de produtores de bens de investimento. Um crescimento mais rápido foi sinalizado em serviços de negócios, bens de consumo e companhias de serviços ao consumidor. A produção intermediária de mercadorias aumentou após uma queda insignificante em dezembro.

A retomada da atividade econômica também permaneceu ampla em algumas nações. Os EUA, a China, a região do Euro, Reino Unido, Índia, Brasil, e Rússia registraram expansões sólidas, enquanto o Japão e a Austrália tiveram um crescimento modesto após contrações antes da virada do ano.

 

Empregos cresceram de forma global e no Brasil, afirma JP Morgan

O melhor desempenho da economia global durante janeiro sustentou a criação de mais empregos, diz a JP Morgan. O número de vagas no mercado de trabalho aumentou pelo terceiro mês consecutivo e no ritmo mais rápido desde julho de 2019. Dados setoriais sugeriram que um crescimento mais forte de empregos foi amplamente confinado ao setor de serviços, com aumentos nos negócios, serviços financeiros e de consumo de sub-indústrias.

O emprego aumentou no Brasil, nos EUA, na zona do euro, China, Japão, Reino Unido, Índia, Rússia e Austrália.

Por outro lado, a manufatura sofreu mais perdas, após cortes em bens intermediários e de produtores de bens de investimentos. Empresas de bens de consumo aumentaram o emprego, afirma o relatório da JP Morgan.

Em janeiro, houve também uma aceleração leve na taxa de inflação dos custos de insumos, que atingiu a alta dos últimos nove meses. Aumentos mais fortes foram observados em setores de manufatura e serviços. Parte do aumento dos custos foi repassada ​​aos clientes, levando a um aumento adicional de encargos de saída. Assim, a taxa de inflação no preço de venda foi ligeiramente menor do que no mês anterior da pesquisa.