Valor da produção agropecuária resiste à crise e avança 7,6% em março

Marcello Sigwalt
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Crédito: Site Aprosoja

Mesmo incidindo diretamente em março, mês do início da quarentena na maior parte do país, a produção agropecuária vingou e apresentou valor bruto (VBP) de R$ 689,7 bilhões, montante 7,6% superior ao de igual mês de 2019, de R$ 641,35 bilhões.

A estimativa, apresentada pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SPA/MAPA), é referente a dados do mês passado, em que se intensificaram os reflexos sociais da pandemia do coronavírus.

Pecuária cresce

Pelo resultado, a pecuária registrou, pelo segundo ano seguido, bons resultados, com crescimento previsto de 6,7% (R$ 236,6 bilhões), em que as lavouras tiveram alta de 8,3% (R$ 453,3 bilhões).

Soja lidera

O destaque ficou por conta das produções de milho, soja e café.

No ranking de valores, a soja lidera com 23,1% do total (R$ 159,200 milhões), seguido do milho, com participação de 11%, com R$ 76,178 milhões, e depois pela cana-de-açúcar, respondendo por 9% ou R$ 62,027 milhões.

Distribuição satisfatória

“Com exceção do milho de segunda safra, a safra de grãos encontra-se praticamente encerrada no primeiro trimestre”, informa a SPA/MAPA, ao acrescentar, ainda, que o sistema de distribuição de grãos vem ocorrendo satisfatoriamente.

Abastecimento regular

A Secretaria observa, ainda, que os entrepostos têm sido também abastecidos regularmente com produtos hortigranjeiros.

EUA: sem alteração

Nos Estados Unidos, por seu turno, levantamento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) registrou que o comércio mundial de soja e milho em abril permanece inalterado em relação ao início do ano.

Naquele país, as lavouras com melhor desempenho do VBP são: café (31,3 %), milho (16,9 %) e soja (12,9 %). Recuo, em comparação a 2019, tiveram o algodão, a uva e a batata-inglesa.

Impulso ianque

Ainda nos EUA, as projeções de crescimento da pecuária são impulsionadas pela carne bovina, suína e ovos.

O USDA registra, também, “o mercado internacional é a variável mais relevante do bom desempenho, embora os preços internos venham contribuindo para os ganhos do setor”.

O departamento americano aponta, ainda, que “os preços de carne bovina e suína estão 13,2 % e 12,5 %, respectivamente, acima dos observados no ano passado”.

A carne bovina, por sua vez, apresenta o valor mais elevado dos últimos 15 anos. A de frango, em contrapartida, acusou ligeira queda de valor, enquanto o leite naquele país teve um faturamento menor do que no ano anterior.

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