Procuradoria-Geral da República recusa abertura de investigação criminal contra Bolsonaro

Paulo Amaral
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Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República (PGR) negou a solicitação de abertura de um processo criminal contra o presidente Jair Bolsonaro, suspeito de compra de votos para a aprovação da reforma da Previdência.

De acordo com informações do Congresso em Foco, a investigação continua aberta na esfera cível, tanto em cima do presidente quanto de Rodrigo Maia, presidente da Câmara, e de Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde.

A PGR informou, em nota oficial, que o arquivamento do processo na esfera criminal foi defendido desde julho do ano passado pela ex-procuradora geral Raquel Dodge, sendo apenas formalizado pelo vice-procurador-geral da República, José Bonifácio, no fim do ano passado.

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Sobre a esfera cível, o inquérito aberto na semana passada atende a um pedido do Psol. De acordo com o partido, Bolsonaro teria usado emendas parlamentares, sobretudo da área da saúde, para comprar votos a favor da reforma da Previdência.

“O MPF vai investigar se houve compra de votos através de emendas na aprovação da reforma da previdência. O Planalto operou um balcão de negócios no Congresso. Toma lá, dá cá para retirar direitos dos trabalhadores”, disparou o deputado Ivan Valente (SP), em suas redes sociais.

Para a bancada do Psol, o fato de a esfera cível dar prosseguimento às investigações é prova de que pode haver algo errado com a liberação das emendas prometidas durante a reforma da Previdência.