Procurador-geral da República não aceita homologação de acordo de delação de Sérgio Cabral

Paulo Amaral
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Crédito: Estadão Conteúdo

A homologação do acordo de delação premiada do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e a Polícia Federal, por parte do juiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), não foi bem aceita pela Procuradoria-Geral da República.

De acordo com reportagem do jornal Correio Braziliense, o procurador Augusto Aras pretende recorrer da visão do ministro Fachin, que decidiu aceitar o contrato firmado entre Cabral e a Polícia Federal, e vai entrar com recurso para suspender a decisão.

Condenado 13 vezes na Lava Jato e com penas que, somadas, chegam a 380 anos de prisão, Sérgio Cabral, atrás das grades desde 2016, poderá ter sua situação bastante favorecida caso a delação premiada homologada por Fachin permaneça válida.

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O ex-governador do Rio de Janeiro se comprometeu a devolver R$ 380 milhões recebidos em propina para ter acesso aos benefícios da delação premiada.

Na visão de Augusto Aras, no entanto, o acordo não é interessante, principalmente porque a Polícia Federal não decidiu, no momento da assinatura, quais seriam os benefícios concedidos a Sérgio Cabral, ao contrário do que costuma fazer o Ministério Público em ocasiões similares.

De acordo com informações de dentro da PF divulgadas pelo Correio Braziliense, integrantes do Poder Judiciário também são citados na delação de Cabral, entre eles ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O acordo, no entanto, segue em segredo de Justiça.