Juros do cheque especial dos grandes bancos têm leve queda em fevereiro

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Marcos Santos / USP IMAGENS

A Fundação Procon-SP divulgou nessa sexta-feira (7) pesquisa sobre as taxa de juros aplicadas pelos maiores bancos do Brasil. O resultado aponta que em fevereiro o cheque especial tem leve queda, de 0,04 ponto percentual, em relação a janeiro de 2020. No empréstimo pessoal, não houve alteração.

A pesquisa foi realizada dia 4 de fevereiro pelo Núcleo de Inteligência e Pesquisas da Escola de Proteção e Defesa do Consumidor do Procon-SP, vinculado à Secretaria da Justiça e Cidadania, e teve participação de alguns dos maiores bancos do país: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, Safra e Santander.

Taxas aplicadas

Nos seis bancos pesquisados, as taxas de juros para o empréstimo pessoal variam de 3,99% ao mês, na Caixa Econômica Federal, a 7,89%, no Santander.

A segunda maior é do Bradesco, com 7,16% ao mês; seguido de Itaú (6,11%), Banco do Brasil (5,99%) e Safra (5,90%). Em todos os bancos pesquisados, não foram observadas variações nestas taxas em relação ao mês de janeiro. A taxa média ao mês, em fevereiro, é de 6,17%, o que equivale a 105,20% ao ano.

Vale lembrar que na última reunião, nesta quarta (5), o Comitê de Política Monetária (Copom) diminuiu a taxa Selic para 4,25% ao ano.

Já as taxas do cheque especial variam muito pouco. Apenas o Banco do Brasil aplica 7,73% ao mês, única instituição que apresentou redução em sua taxa. Todos os outros cinco bancos pesquisados aplicam 8,00% ao mês. A taxa média, assim, fica em 7,96% ao mês, o que representa 150,56% ao ano.

A diminuição do Banco do Brasil fez com que a a taxa média do cheque especial caísse 0,04% em relação a janeiro.

Segundo o Procon-SP, “os dados referem-se a taxas máximas pré-fixadas para clientes pessoa física não preferenciais, independente do canal de contratação, sendo que, para o cheque especial, foi considerado o período de 30 dias e para o empréstimo pessoal, o prazo de contrato é de 12 meses”.

Limitação

Tirando o Banco do Brasil, todas as outras instituições estão cobrando o limite máximo de 8% permitido para o cheque especial, determinado pela Resolução nº 4.765, de 27 de novembro de 2019. A Resolução passou a vigorar em 6 de janeiro último.

O Procon-SP alerta que “mesmo com as sucessivas reduções da taxa básica da economia”, o consumidor precisa ter “cautela evitando contrair dívidas, pois o mercado financeiro ainda pratica taxas elevadas. Apesar do teto estipulado pelo BC, os juros do cheque especial continuam como o segundo mais elevados do mercado financeiro do país, atrás apenas das taxas do cartão de crédito”.