Procon pede a empresas de eletrônicos plano para falta de componentes

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: freepik

A Fundação Procon-SP notificou as empresas Huawei, Lenovo, LG, Panasonic, Samsung, Semp Toshiba e Sony para que esclareçam sobre problemas no recebimento de materiais, componentes e insumos provenientes da China em razão do surto do coronavírus.

A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) revela que empresas associadas já apresentam problemas no recebimento desses itens.

Em fevereiro, a associação realizou sondagem entre seus membros sobre o impacto do coronavírus na produção do setor eletroeletrônico e descobriu que 57% já apresentam problemas no recebimento de materiais, componentes e insumos provenientes da China. O universo é de 50 indústrias pesquisadas. Essa é a segunda pesquisa realizada pela entidade em um mês para entender as consequências do surto do Covid-19, que vem se alastrando pelo mundo.

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Segundo o presidente executivo da Abinee, Humberto Barbato, a pesquisa indica o agravamento da situação das indústrias que dependem dos componentes externos: “o momento é delicado e devemos ter diversas paralisações daqui para frente”.

72 horas

Para o Procon-SP, vinculado à Secretaria da Justiça e Cidadania, há necessidade de explicação sobre “qual o plano de ação para enfrentar o problema apontado; se, além da atividade de fabricação, os problemas para o recebimento causarão impacto nos serviços de reparo; e até quando os serviços de venda e reparo poderão ser garantidos aos consumidores dentro dos prazos legais e contratuais”.

A nota emitida pela Fundação diz ainda que as empresas têm 72 horas para responder a contar de quinta-feira (27).

No momento da divulgação da pesquisa, entretanto, a Abinee dizia que, por enquanto, não há risco de falta de produtos acabados, como celulares e computadores, no mercado brasileiro: “o problema só não é mais grave porque dispomos da produção local destes produtos”, disse Barbato.

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