Processos se acumulam após saída de Sérgio Moro da Lava Jato

Paulo Amaral
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Crédito: Agência Brasil

A saída do juiz Sergio Moro da 13ª Vara de Curitiba para se tornar ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro causou um impacto negativo sobre a Operação Lava Jato.

Um ano após o juiz deixar o tribunal, que analisa casos de lavagem de dinheiro e corrupção, o que se vê é um acúmulo de processos. Houve diminuição do ritmo de trabalho, agora a cargo de Luiz Antônio Bonat, substituto de Moro e que assumiu o cargo em março, relata reportagem de O Globo neste domingo (24).

Número de processo pendentes aumentou

Quando Moro deixou o cargo, em novembro do ano passado, eram 571 processos pendentes registrados na Vara Federal da capital paranaense. Agora, pouco menos de um ano depois, o número cresceu 43%, chegando a 820.

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Dados disponibilizados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que Luiz Antônio Bonat proferiu somente 17 sentenças à frente da Lava Jato, número bem inferior aos alcançados por Moro, que decretou 43 sentenças em 2015 e 35 em 2017.

Despachos

A carga de Bonat só se compara aos números do ex-responsável pela Lava Jato no quesito despachos. E quando estão frente a frente com o desempenho do último biênio.

Em 2019 Bonat despachou 1.166 vezes, enquanto Moro teve registrados 1.141 em 2017 e 1.241 em 2018. O atual ministro da Justiça chegou a despachar 1.970 vezes em 2014, primeiro ano da Lava Jato, 2.942 em 2015 e 1.340 em 2016 segundo números do E-proc, sistema informatizado da Justiça do Paraná.

A assessoria de imprensa do Juiz Luiz Antônio Bonat avisou que ele não fará qualquer comentário em relação à diferença de produtividade entre ele e Moro.

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