Privatização da Eletrobras (ELET6) é adiada para 2021, diz governo

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução

O governo federal confirmou nesta quarta-feira (22) que a privatização da Eletrobras (ELET6), antes prevista para acontecer no segundo semestre deste ano, ficará para 2021.

Segundo Salim Mattar, secretário de Desestatização do Ministério da Economia, “não há clima” para realizar a venda dos ativos em meio à pandemia de coronavírus.

“Sabemos que de agora até o fim do ano talvez não possamos fazer mais nada. Esse ano acreditamos que não haverá clima de venda de ativos”, declarou o secretário, em entrevista coletiva.

O projeto de lei que autoriza a privatização de Eletrobras, no entanto, não deverá enfrentar problemas para ser aprovado antes do fim de 2020, já que Câmara e Senado seguem se reunindo e debatendo pautas em sessões online.

“O Congresso tem sido responsável, sensato. Acreditamos que vamos obter do Congresso todos os PLs (projetos de lei) e PECs (propostas de emenda à Constituição) necessárias para vender essas empresas”.

De acordo com o texto assinado em novembro de 2019 pelo presidente Jair Bolsonaro, a privatização da Eletrobras prevê que a União permaneça com 50% das ações da estatal, mas sem poder de veto.

Outras privatizações

A transferência da privatização de Eletrobras para 2021 certamente alterará o cronograma que estava previsto para outras empresas no ano que vem.

Também ficaram para 2021 as privatizações das seguintes estatais: CMB, Ceitec, Nuclep, Ceagesp, Ceasaminas, Codesa, CBTU, Trensurb, Serpro e Dataprev.

De acordo com o Governo Federal, as vendas dos Correios, Codesp e Telebras já foram adiadas para 2022.

Com isso, o secretário Salim Mattar admitiu que a meta inicial de privatizações traçada para este ano, de aproximadamente R$ 150 bilhões, não será atingida.

“A meta de 2020 era de R$ 150 bilhões e redução de 300 ativos dos 698 ativos que temos. A meta não será cumprida, não será atingida. Mas, por outro lado, não vamos mexer nessa meta fazendo uma segunda meta, porque o ambiente é de absoluta incerteza, não sabemos se poderemos vender participações no segundo semestre”.

Retomada

Salim Mattar também foi questionado sobre a retomada da venda de participações da União e do BNDESPar em empresas privadas, e afirmou que essa estimativa é ainda mais incerta.

De acordo com o secretário de Desestatização, tudo vai depender de como a curva econômica do mercado se dará: em “V”, com uma subida mais rápida, ou em “U”, de forma mais gradual.

“Teremos que aguardar um período de tempo que não sabemos se três, seis meses ou quatro anos. Se for em ‘U’, poderemos ter que esperar alguns anos”, concluiu.

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