Acordo inclui abertura da China para serviços financeiros dos EUA

Omar Salles
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A primeira fase do acordo assinado hoje por Estados Unidos e China envolve compras chinesas de mercadorias e serviços americanos, no valor total de US$ 200 bilhões, durante dois anos. Destes US$ 200 bilhões, pelo menos US$ 50 bilhões serão em produtos agrícolas americanos. Outros US$ 75 bilhões serão em produtos industrializados. Serviços bancários e financeiros somam US$ 50 bilhões, e os US$ 25 bilhões restantes serão em tecnologia e software.

Trump ressaltou que o mercado chinês já se abrirá, em alguma medida, para os serviços bancários americanos, que até agora estão ausentes da China. “Este acordo inclui US$ 50 bilhões para serviços bancários e financeiros”, disse Trump.

Segunda fase

Já a segunda fase do acordo, que segundo a emissora CNN está “bastante avançado”, inclui direito e propriedade intelectual, patentes de medicamentos, e a adoção por parte da China de alguns padrões seguidos pelos Estados Unidos em alimentação, indústria de alimentos e indústria farmacêutica.

“Tivemos um grande acordo com a China. Tudo bem, este é um feito do presidente. Mas precisamos nos concentrar no que já temos, isto é, na primeira fase”, disse David McIntosh, presidente do Growth Club, uma entidade empresarial, à emissora CNN.

“Não acredito que a segunda fase irá avançar rapidamente. Vamos lembrar o seguinte: nosso governo impôs sobretaxas sobre mercadorias deles, eles retaliaram. Então, o que conseguimos foi grande em termos da agricultura. Isto é importante para o nosso agronegócio”, disse McIntosh.

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China sai de lista de manipuladores

Em troca das vendas de US$ 200 bilhões, os EUA retiraram a China da lista de países manipuladores da moeda, onde o Departamento do Tesouro americano classificou o gigante asiático em agosto do ano passado. Mas isto aconteceu apenas na segunda-feira desta semana.

Quando os dois países anunciaram que haviam chegado a um acordo, em 15 de dezembro do ano passado, os EUA suspenderam sobretaxas sobre US$ 250 bilhões em importações chinesas, que entrariam em vigor naquele dia. Os efeitos rapidamente apareceram na balança comercial da China, que em dezembro do ano passado voltou a registrar um grande superávit com os Estados Unidos.

Um ponto que agradou particularmente aos americanos é o aumento das compras chinesas de produtos agropecuários, como soja, milho e carne de porco. Estados do Meio-oeste americano, como Iowa, dependem em grande parte das vendas do agronegócio para a China.

O chefe do USTR, Robert Lighthizer, estava ao lado de Trump na assinatura do acordo na Casa Branca e não deixou de destacar: “Este acordo encerra dois anos de guerra comercial. Obrigado, presidente Trump. É um acordo enorme”, disse Lighthizer.

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