Previdência pública ou privada? Entenda e saiba como se prevenir

Alternativas a previdência publica para uma aposentadoria melhor

Ian Marcus Caó Dias
null
Previdência

Crédito: Renata de Brito/ Flickr

A aposentadoria pode ser entendida por dois pontos de vista: um baseado na realidade inescapável de que envelhecer não é uma opção, afinal não temos escolha! As escolhas de investimento que fazemos, no entanto, impactam definitivamente a qualidade de vida que teremos no futuro e refletem um outro ponto de vista, que foi muito bem sintetizado em resposta do boxeador George Foreman, quando indagado sobre a idade em que pretendia se aposentar: “A questão não é a idade que quero me aposentar, mas sim quanto dinheiro preciso ter para me aposentar!”

Já conhece o nosso canal no YouTube? Clique e se inscreva

Seja qual for a expectativa em relação a aposentadoria é fundamental ter um planejamento para atingir os objetivos desejados. No Brasil , temos a Previdência Pública ou Social, gerida pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Considerando as características deste regime, parece pouco provável que os objetivos de aposentadoria sejam plenamente atingidos por seus participantes. A questão não parece ser contrapor à previdência pública e a privada, até porque, para grande parte das pessoas a contribuição para o regime público é compulsória, mas entender se a renda disponível será suficiente para os objetivos desejados.

Considerando o teto de rendimentos no regime público e ainda a possibilidade de perda do valor real desta renda por conta de evoluções do modelo, a previdência privada torna-se uma excelente opção, seja para complementar a renda de quem já participa no regime público ou mesmo como estratégia de planejamento para quem está fora do sistema INSS.

Além da falta de flexibilidade do regime público, merece especial atenção o risco de que a renda real na fase da aposentadoria seja inferior à expectativa. O sistema público funciona em um regime  de repartição, basicamente quem está ativo contribui para o pagamento de quem está inativo, ou seja, quem está trabalhando contribui para o pagamento das aposentadorias e pensões dos aposentados. Quando observamos a evolução demográfica da população brasileira fica evidente a insustentabilidade desse modelo e a provável alteração dos parâmetros de renda:

Esses gráfico mostram a evolução da pirâmide etária do Brasil e uma projeção da situação no futuro. Chegamos a situação atual, em que o regime de previdência pública é entendido como “quebrado”, partindo de uma pirâmide demográfica extremamente favorável. O que esperar do futuro, onde a relação entre ativos e inativos será drasticamente pior? Provavelmente reformas que impactaram de forma negativa o valor real das aposentadorias.

Uma das formas mais eficientes de identificarmos o nosso perfil de investidor, é realizando um teste de perfil.

Você já fez seu teste de perfil? Descubra qual seu perfil de investidor! Teste de Perfil

Juros caíram, e agora?

Outro vetor importante que reforça a necessidade de planejamento para que os objetivos de aposentadoria sejam atingidos é a evolução do cenário macroeconômico brasileiro. Por décadas, o Brasil esteve no topo da lista de países com maiores juros nominais e reais. Finalmente temos um cenário em que a estabilização dos juros em níveis saudáveis parece ser estrutural.

Isso representa um avanço fundamental para o país, mas pelo ponto de vista da acumulação e preservação de capital em instrumentos financeiros, demanda uma maior qualificação para a construção de portfólios. A grande vantagem da previdência privada, nesse contexto, é justamente sua flexibilidade em relação as possibilidades de investimento.

A métrica básica para a construção de um portfólio, em relação as classes de ativos, é a relação de risco/retorno estimada. Para cada tipo de ativo há uma relação teórica direta entre seu retorno e seu risco, normalmente medido pela volatilidade. Com a redução estrutural das taxas de juros no Brasil, será necessário a composição de um portfólio diversificado, com classes de ativos com diferentes relações de risco/retorno, para que seja atingida a taxa de retorno desejada para uma aposentadoria tranquila.

O modelo de previdência privada no Brasil, regulado pela Susep, vem evoluindo consistentemente e permite investimentos em diversas classes de ativos – como juros, bolsa, crédito, juros reais e até investimentos no exterior – qualidade fundamental para a construção de um portfólio eficiente.

Outro ponto determinante na construção de portfólios é o horizonte de investimentos: se o nível de risco/volatilidade do portfólio não for adequado ao período em que o investidor pretende mantê-lo, a chance do investimento ser bem sucedido é pequena. A previdência tem o benefício de ser entendida naturalmente como um investimento de longo prazo, o que permite a construção de uma carteira com um nível de risco teórico maior, mas que tende a obter um nível de retorno melhor.

A previdência privada oferece todas as possibilidades para que os investidores atinjam seus objetivos de aposentadoria. A flexibilidade e variedade de opções de construção de portfólio são o maior diferencial em relação a previdência pública. A construção de um portfólio adequado ao horizonte de investimentos, idealmente o de longo prazo, torna-se indispensável com a redução dos retornos das carteiras tradicionais de renda fixa.

Uma carteira balanceada, com investimentos em renda fixa, crédito, ações, fundos multimercado, levando em conta as matrizes de risco retorno é a melhor forma de acumular e preservar capital. Para a construção desse portfólio é fundamental a capacidade técnica e conhecimentos das classes de ativos e dos gestores responsáveis pelas carteiras. Ao contrário do passado, em que os investimentos em renda fixa ofereciam retornos reais elevados, o papel dos assessores de investimento é fundamental para uma gestão eficiente e resultados satisfatórios.

Ian Caó (Sócio da Gama Investimentos)

Quando e onde investir

O primeiro passo sempre será conhecer seus limites, sua tolerância a risco. Não entender seus próprios limites pode levá-lo a tomar as piores decisões com seus investimentos.

Por este motivo, sugerimos que todo investidor - experiente ou iniciante - conheça seu perfil. Se busca obter ganhos mais altos aceitando certa volatilidade ou se prefere maior segurança com retornos garantidos.

Entender mais profundamente o seu perfil como investidor e seus objetivos quanto a prazos de investimentos é uma tarefa um pouco mais sofisticada que um teste feito em qualquer ferramenta na internet, exige uma análise mais criteriosa e dedicada para cada pessoa.

os perfis de investidores

Para ter uma visão precisa do perfil é preciso considerar histórico como investidor, fatores pessoais e até profissionais que um teste da internet não considera.

Esta é a função do Assessor de Investimentos

Entender o investidor em uma profundidade maior que um teste de perfil na internet. É a nossa função como uma empresa especializada em educação financeira.

O primeiro passo é fazer uma conversa de 5 a 10 minutos com um membro da nossa equipe para levantar as primeiras informações e então agendar a conversa com um Assessor de Investimentos. É ele quem vai se aprofundar no seu histórico como investidor, seu momento de vida, seus planos futuros e então te indicar para produtos recomendados para seu perfil de investidor.

Confirme seus dados no formulário abaixo e nossa equipe vai entrar em contato com você para fazer a avaliação de seu perfil e avaliar o alinhamento com seus atuais investimentos.