Previdência privada: 2020 deve ultrapassar R$ 1 tri em investimentos

Paulo Amaral
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Os fundos de previdência privada devem fechar 2020 com um patrimônio acumulado superior a R$ 1 trilhão. Os dados foram passados pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp).

De acordo com o diretor superintendente da associação, Luís Ricardo Marcondes Martins, os últimos meses já apresentaram uma retomada significativa dos efeitos negativos causados pela pandemia da Covid-19.

“Os efeitos foram muito drásticos. O que a gente notou foi que em março essa conjuntura levou um pouco das nossas reservas”, comentou.

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De acordo com o executivo, os fundos de previdência chegaram a ter um déficit de quase R$ 55 bilhões em meio à pandemia. Em setembro, o número retrocedeu, segundo Marcondes Martins, para cerca de R$ 20 bilhões.

O próximo passo é atingir a meta estabelecida de R$ 1 trilhão até o fechamento do ano.

“Nós estamos com quase R$ 980 bilhões [em investimentos]. Com a força do sistema, a resiliência do sistema, a recuperação do sistema, não só superaremos a meta do trilhão, e rápido, como manteremos as metas atuariais”, apostou.

Fundos de previdência privada “previam” riscos

O diretor não afirmou que o cenário da pandemia de Covid-19 tenha sido antecipado na administração dos fundos, incluindo previdência privada, mas admitiu que foram feitos estudos em busca de maior diversificação, mesmo correndo mais riscos.

“Correr mais risco para ter um retorno maior. Isso se antecipou muito por conta da pandemia. Mas as estratégias, as políticas de investimento são estudadas por longo prazo. Na sua essência já tem situações de estresse previstas”, garantiu.

Fundos de pensão se recuperam, mas seguem com perdas

A coletiva da Abrapp não ficou restrita somente à atualização dos fundos de previdência privada. Em tom de alívio, comentaram a melhora no cenário para os fundos de pensão, após meses de muita tensão entre março e setembro.

Em março, quando a pandemia explodiu, parte desse sistema acumulava déficit de R$ 74 bilhões, enquanto o restante somava um superávit de R$ 15,5 bilhões. O prejuízo diminuiu para quase a metade em setembro (R$ 38,5 bilhões), e os que estavam com superávit melhoraram os números, chegando a R$ 18,2 bilhões.

Segundo Luís Ricardo Marcondes Martins, em setembro deste ano, 10 planos representavam 73% do déficit total. Para o executivo, a recuperação aconteceu porque as experiências com crises anteriores acabaram “ensinando” os gestores a administrar seus fundos nos tempos mais complicados.

*Com Agência Brasil e Valor Investe

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