Prévia do PIB, IBC-Br indica desaceleração no final do ano

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução / Pixabay

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) fechou o ano passado com uma alta de 0,89%, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (14), pelo Banco Central.

O resultado oficial do PIB sai dia 4 de março, em publicação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Se confirmada prévia, o número representará uma desaceleração em relação a 2018, quando o PIB cresceu 1,3%.

No entanto, significará o terceiro ano consecutivo de expansão da atividade econômica, após a recessão de 2015 (-3,5%) e 2016 (-3,3%).

O que você verá neste artigo:

Dezembro

Em dezembro, o índice apresentou recuo de 0,27% na comparação com novembro, nos dados dessazonalizados. Foi o segundo mês consecutivo de retração, já que em novembro, na mesma comparação, o IBC-Br havia caído 0,11%.

Já no mês de dezembro em relação ao mesmo mês de 2018, houve expansão de 1,28%. No último trimestre de 2019, na comparação com o mesmo período de 2018, houve alta de 1,36%.

Expectativas

A retração de dezembro ante novembro, nos dados dessazonalizados, ficou em linha com a mediana das expectativas do mercado, segundo levantamento informado pelo Broadcast.

Já a expansão em dezembro na comparação anual ficou acima da mediana, que era de alta de 1%.

Por outro lado, a expansão de 0,89% no acumulado dos 12 meses de 2019 ficou abaixo da mediana (+1%).

Tá, e aí?

O indicador do Banco Central é visto pelo mercado como uma antecipação do resultado do PIB e é importante também, por mostrar o ritmo da atividade econômica, visto que é PIB trabalha com janelas trimestrais enquanto o IBC-Br é mensal.

O indicador é importante também para que investidores e empresas possam montar suas estratégias de curto prazo, além de ser uma importante referência para a política monetária.

O dado de dezembro veio em linha com o que já era esperado e indicado por outros dados antecessores que mostravam um ritmo de crescimento mais lento que o desejado.

Selic

Dessa forma, o resultado deve apresentar movimentações para baixo na curva de juros futuros, com o mercado aumentando suas apostas por mais um corte na Selic ainda em 2020, possibilidade não encerrada pela última ata do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom).

Com isso, os investimentos em renda fixa podem oferecer algumas oportunidades (talvez as últimas antes do encerramento do ciclo de quedas) na direção de antecipar esse movimento, o que pode ser analisado junto à sua assessoria de investimentos.

(Com Rodrigo de Oliveira e Filipe Teixeira, da Wisir Research)


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