Previ está de olho em IPOs de sustentabilidade; veja este e outros destaques

Osni Alves
Jornalista (2007); Especializado em Comunicação Corporativa e RP (INPG, 2011); Extensão em Economia (UFRJ, 2013); Passou por redações de SC, RJ e BH (oalvesj@gmail.com).
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Foto: Previ mira na Bolsa de olho em negócios sustentáveis

Com patrimônio de R$ 195,8 bilhões, a Previ, maior fundo de pensão do País, iniciou o segundo semestre retomando os planos de diversificar o portfólio.

Também mirando oportunidades na Bolsa, em especial a nova leva de ofertas iniciais de ações (IPO) no horizonte pós-pandemia.

A entidade vê com bons olhos a movimentação de seus pares globais na busca por um maior compromisso de empresas e governos com a sustentabilidade.

Acionista de grupos como Vale e Petrobras, a Previ têm preferido a estratégia de estimular a adoção de melhores práticas nas empresas em que investe em lugar de excluir setores ou empresas de sua carteira, conforme o Estadão.

Grupo russo de olho em Angra 3

O grupo russo Rosatom busca parceiro para disputar obra de construção de Angra 3.

Trata-se da terceira unidade da usina nuclear brasileira no sul fluminense.

A empresa russa estuda cooperação com empresas brasileiras para apresentar proposta ao EPC de construção.

Segundo o Valor, a Rosatom é uma companhia de grande porte da indústria nuclear.

Além de empresas brasileiras, companhias internacionais também estão no radar dos russos para possíveis parcerias.

Grupo russo de olho em Angra 3

O Itaú e a energia renovável

O banco Itaú garante, agora, consumo de eletricidade 100% renovável por conta da compra de RECs.

Isso porque a instituição adquiriu 547 mil certificados de energia renovável emitidos por sete usinas eólicas do grupo Voltalia.

A aquisição será para uso em seus prédios administrativos, agências e data centers.

Os documentos carregam ainda outro selo, de sustentabilidade, já que as usinas da Voltalia atendem a pelo menos cinco dos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU.

O Itaú e a energia renovável

Planos de saúde perdem clientes na pandemia

Os planos de saúde no Brasil já perderam mais de 280 mil pessoas somente entre março e maio deste ano.

A fuga de clientes se dá por conta da pandemia do novo coronavírus, principalmente por toda incerteza que o Covid-19 imputou à economia e aos negócios.

Com isso, o mercado acaba encolhendo e o preço caindo, como informa o Valor.

Isso porque as companhias já estão reduzindo os reajustes na renovação dos contratos para manter o negócio.

No segmento odontológico, mais de 500 mil pessoas deixaram de ter convênio, sendo a maior parte de trabalhadores desligados.

Planos de saúde perdem clientes na pandemia

Guerra de classes à brasileira

Por conta da pandemia do novo coronavírus as classes D/E rumam a patamar de mais de 10 anos atrás.

Isso porque o segmento vai ganhar 3,8 milhões de famílias devido à crise no emprego informal.

Trata-se de um retrocesso na pirâmide social, conforme a Tendências Consultoria, responsável pelo levantamento.

Com isso, diz o Valor, a base da pirâmide social passará a abarcar um total de 41 milhões de famílias ao fim do ano, o equivalente a 56% dos domicílios brasileiros.

Já o Estadão informa que o padrão de vida do brasileiro deve ter queda recorde.

Também puxado pela pandemia, o PIB por habitante deve cair 6,7% este ano, a maior retração desde a década de 1940, quando começou a série histórica, segundo cálculos da CNC.

Guerra de classes à brasileira

CRAs crescem exponencialmente

As fintechs e as corretoras estão dando forte impulso aos Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs).

Ocorre que até julho as novas emissões atingiram R$ 8 bilhões e podem beirar R$ 20 bilhões em dezembro.

A estimativa é do presidente da Associação Brasileira de Securitizadoras Imobiliárias e do Agronegócio (ABSIA), Maurício Visconti. A notícia é do Estadão.

O volume representa um crescimento de quase 50% superior ao do ano passado.

Com isso, o estoque ao fim de 2020 (montante emitido e não liquidado) se aproximaria de R$ 63 bilhões.

CRAs crescem exponencialmente

Taxação de grandes fortunas

A pandemia do novo coronavírus acendeu o debate sobre taxação de grandes fortunas.

O aumento do patrimônio de mais ricos na pandemia ampliou a pressão para alíquotas mais altas para milionários na reforma tributária.

A divulgação na semana passada de uma lista de 42 brasileiros que aumentaram sua fortuna em US$ 34 bilhões impulsionou o debate.

Segundo o Estadão, a corrente que cresce no Congresso é de que a reforma tributária tem de ser mais ampla do que apenas a simplificação de impostos para ajudar a reconstruir o País na fase pós-pandemia.

Nova CPMF

Presidente da República, Jair Bolsonaro disse que deu aval para Paulo Guedes, ministro da Economia, discutir nova CPMF.

Segundo o Estadão, a nova CMPF seria uma contrapartida à redução ou extinção de outros impostos.

De acordo com O Globo, Guedes sugeriu uma cobrança sobre transferências eletrônicas, como transferências e pagamentos digitais, nos moldes da antiga CPMF.

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Coronavírus no Brasil

Dados do consórcio de imprensa formado para cobrir a pandemia do novo coronavírus revelam que, até ontem (2), o país tinha:

Casos confirmados: 2.733,677;
Recuperados: 1.884,051;
Mortes: 94,130.