Pressionado, Bloomberg afirma que não fará mais acordos confidenciais

Weslley Almerindo
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Reprodução/Wikimedia Commons

O ex-prefeito de Nova York e bilionário Michael Bloomberg afirmou que sua companhia não fará mais pactos judiciais que silenciem vítimas, segundo reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo.

O pré-candidato democrata à Casa Branca possui pactos judiciais com vítimas de assédio em local de trabalho.

Seus rivais vêm pressionando-o para que ele tome medidas quanto a estes contratos.

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Essas medidas impedem que ambas as partes falem sobre o assunto publicamente e, em troca desse silêncio, a vítima recebe uma quantia em dinheiro.

Pressão

Entre seus concorrentes, a senadora Elizabeth Warren, o pressiona cada vez mais para que deixe as pessoas falarem livremente, apesar do acordo.

A decisão tomada por Bloomberg foi um pouco genérica, mas demonstra uma certa liberdade quanto a isso.

“Refleti muito sobre o tema nos últimos dias e decidi que, enquanto eu dirigir a companhia, não vamos oferecer mais, a partir de agora, acordos de confidencialidade para encontrar uma solução para as denúncias vinculadas com assédio sexual e comportamentos fora de lugar”, afirmou Bloomberg em comunicado, de acordo com a Folha de S.Paulo.

Além disso, afirmou de maneira vaga que as mulheres, com esses contratos, podem falar publicamente sobre o assunto, se desejarem.

“Se querem ser liberadas de seu acordo de confidencialidade, para poder falar sobre essas alegações, devem contatar a empresa e serão liberadas para isso”, disse ele.