Presidente do Bradesco diz que era dos “ganhos estratosféricos” acabou

Paulo Amaral
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Crédito: Divulgação

Octavio de Lazari, presidente do Bradesco, afirmou, em entrevista para o Uol na sede da Bloomberg, em Nova York, que a chamada “era dos ganhos estratosféricos” para os bancos acabou.

Na visão de Lazari, cuja instituição financeira alcançou lucro de 22% até setembro, faturando algo na casa dos R$ 19 bilhões, as baixas na taxa Selic e a evolução das fintechs são responsáveis pelo cenário.

A Selic, que em 2016 estava na casa dos 14%, e hoje gira em 5%, podendo fechar 2020 em até 4,5%, ainda é alta quando comparada às taxas aplicadas nos Estados Unidos (1,75%) ou em países da Europa, que apresentam níveis negativos de juros.

“A gente nunca teve taxas de juros tão baixas no Brasil durante toda a minha vida. Não sabemos realmente o que isso significa”, comentou o empresário.

A estratégia do Bradesco para o futuro, segundo Lazari, será direcionada para cortar custos de um lado e, do outro, diversificar os lucros em cada um dos diferentes tipos de negócio da empresa.

Empréstimos para pessoas físicas, principalmente crédito imobiliário, ou para compra de automóveis, ajudaram o Bradesco a expandir seus números em 24% no último ano.

A arma para combater o crescimento das fintechs é o Next, banco digital criado pelo Bradesco há dois anos e meio e que está abrindo cerca de 8 mil novas contas diariamente.

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Maior acionista da processadora de cartões Cielo SA, o Bradesco está por trás de uma verdadeira guerra de preços para tentar vencer a concorrência com empresas de tecnologia – Pagseguro Digital e StoneCo.

“É um negócio vital por causa dos clientes corporativos”, admitiu Lazari, que está à caça de pequenos e médios comerciantes para incrementar a venda de máquinas de cartão, estimada em 1 milhão somente em 2019.

“Meu maior desafio é criar muitos ativos para o banco que nos proporcionem pequenos ganhos. Não há mais bala de prata”, concluiu.

 

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