Presidente do BC pede trégua política; veja mais notícias

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, acionou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para solicitar uma trégua nas turbulências políticas. Campos Neto pediu que embates políticos sejam deixados de lado e que as atenções se concentrem no avanço do ajuste fiscal, de acordo com informações do jornal Valor.

O atraso no calendário de votações tem impactando o desempenho da bolsa e do dólar e teria potencial de afastar investidores estrangeiros.

Em resposta, Maia twittou que o fato de Campos Neto ter vazado para a imprensa uma conversa particular não está à altura de um presidente de Banco de um país sério. Porém, na sequência, incluiu outro post, dizendo que recebeu ligação do presidente do BC, negando ser autor do vazamento.

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Rodrigo Maia

 

BC já vendeu US$ 23,4 bi das reservas internacionais

A forte pressão de alta do dólar em relação ao real na manhã de quarta-feira (28) fez o Banco Central vender US$ 1,042 bilhão das reservas internacionais. Com a operação, o dólar, que se aproximou dos R$ 5,80 antes das 10 horas, acabou recuando para a faixa dos R$ 5,73, e fechou o dia a R$ 5,7619. As informações são do jornal Estadão.

De março até agora a instituição já vendeu um total de US$ 23,451 bilhões das reservas internacionais.

TCU alerta sobre falta de meta fiscal para 2021

O Tribunal de Contas da União (TCU) alertou nesta quarta-feira (28) o Ministério da Economia sobre a ausência de meta fiscal para 2021. Conforme TCU, a metodologia prevista na proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2021 está em desacordo com os preceitos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

O governo não fixou uma meta para o resultado primário (exclui gastos com juros em 2021). Apesar de ter mencionado na LDO uma previsão de déficit primário da ordem de aproximadamente R$ 150 bilhões, a equipe chefiada por Paulo Guedes não associou esse valor a mecanismos que assegurem seu cumprimento. Assim, trata-se apenas de uma referência.

União repassou R$ 31 bilhões acima das perdas estaduais

Segundo o Valor, a ajuda financeira aos Estados para o enfrentamento da pandemia do coronavírus ficou muito acima do que se poderia imaginar.

Os dados preliminares do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) indicam que a receita acumulada de janeiro a setembro do ICMS, o principal tributo estadual, caiu cerca de R$ 3 bilhões, na comparação com igual período de 2019.

Para compensar a perda, os governadores receberam R$ 37 bilhões, considerando apenas a lei complementar 173/2020.

Parceria público privada são aposta para retomada em 2021

Os Estados apostam em parcerias com o setor privado para fomentar a recuperação no próximo ano. Os projetos ofertados vão desde rodovias a serviços de saneamento, conforme informou o Estadão.

Intenção de investimentos ensaia retomada puxada pela indústria e comércio

De acordo com leitura da Sondagem de Investimentos da Fundação Getulio Vargas (FGV), a intenção de investimentos das empresas indica retomada nos próximos meses. O movimento é puxado pela indústria e comércio, conforme reportagem do Valor.

FGC se mantem invisível durante pandemia

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) tem se mantido praticamente invisível durante a crise derivada da pandemia. Isso porque bancos capitalizados, ampla liquidez global e novos mecanismos de captação de recursos vêm ajudando a mitigar os riscos do sistema financeiro na pandemia.

A última vez que a cobertura do FGC precisou ser acionada foi em fevereiro, quando a financeira Dacasa teve seu processo de liquidação extrajudicial decretado pelo Banco Central (BC). Sendo assim, foi antes da pandemia do novo coronavírus começar a fazer estrago na saúde e na economia brasileira.

BNDES deve injetar recursos na Codemig antes de privatização

A Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) deve ser a primeira estatal que o governo de Romeu Zema privatizará. Mas antes deve ser parcialmente adquirida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A notícia é do Valor.

O principal ativo da Codemig é uma mina de nióbio na cidade de Araxá, oeste do Estado.

Bolsonaro desiste privatizar postos de saúde

Depois da repercussão negativa, o presidente Jair Bolsonaro decidiu revogar o decreto publicado ontem e que incluía Unidades Básicas de Saúde (UBS) no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) para a realização de estudos.

O novo ato foi publicado na noite passada, em edição extraordinária do “Diário Oficial da União”. A decisão se deu após um dia inteiro de crise, devido a suspeita de que o decreto abriria caminho para a privatização do Sistema Único de Saúde (SUS).

Atualização Covid-19

O Brasil teve 510 óbitos confirmados por Covid-19 nas últimas 24 horas, elevando o total de vítimas a 158.456. Os novos casos positivados foram 28.629, de um total de 5.468.270.