Presidente do BC diz que sustentabilidade “entrou na ordem do dia”

Paulo Amaral
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Crédito: Poder 360

Sustentabilidade. Essa é uma das mais novas prioridades da agenda do Banco Central (BC), segundo o presidente Roberto Campos Neto.

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Nesta terça-feira (8), o executivo afirmou que incluiu o pilar na Agenda BC#, que norteia o fluxo de investimentos da autarquia.

“A Agenda BC# é dinâmica, e hoje estamos incorporando a dimensão sustentabilidade. O tema ambiental é importante e desperta interesse na sociedade. O tema entrou definitivamente na ordem do dia”, avisou.

Para ratificar a importância do assunto, o BC assinou nesta data um memorando de entendimento com a Climate Bonds Initiative (CBI).

“Influência mundial”, destaca presidente do BC

Segundo Campos Neto, o gerenciamento adequado dos riscos socioambientais passou a influenciar todo o fluxo financeiro mundial.

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O presidente do BC afirmou que é preciso deixar para trás o que ele rotulou de mito, que é a ideia de que a adoção de práticas sustentáveis reduziria a produtividade das empresas e seus funcionários.

“Isso [sustentabilidade] influencia fundos, private equity, infraestrutura, o setor imobiliário. É muito difícil um País ter uma retomada forte após a crise sem absorver parte desse capital. Então é muito importante seguir essa agenda”, pontuou.

“No caso de Bancos Centrais, a questão ambiental de potencial para afetar a política monetária e a estabilidade financeira. Choques climáticos são difíceis de prever e trazem incertezas sobre persistência, amplitude e magnitude desses choques que podem ser tornar recorrentes, afetando a capacidade de crescimento e a taxa de juros neutra”, completou.

Fluxo de investimentos com base na sustentabilidade

A importância do BC voltar seu foco para a sustentabilidade ficou clara em boa parte das declarações de Campos Neto.

Para ele, a retomada das economias precisará estar, obrigatoriamente, atrelada a esse pilar. “A sustentabilidade é o que vai guiar grande parte do fluxo de investimentos daqui para frente”, apostou.

“O BC tem uma longa história de atuação em medidas voltadas para a sustentabilidade, e a inclusão do pilar na Agenda BC # tem o objetivo de nos manter nessa fronteira”, completou.

O principal executivo da autarquia pontuou ainda que o BC exige desde o ano passado a indicação de diretores em cada banco responsável pelo risco socioambiental da atividade bancária.

“Desde 2019, esse é um elemento específico do principal instrumento de supervisão do BC para avaliar o definir o nível mínimo de capital de cada instituição financeira”, revelou.

“O BC mapeia mensalmente a exposição de cada instituição a setores sensíveis e tem mapeado todos os clientes com operações ativas que representam multas ambientais e com barragens em situação de emergência. Teremos inovações importantes para os próximos anos”, concluiu.

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