Presidente do BC descarta risco de superendividamento por conta de juros baixo

Marcelo Hailer Sanchez
Jornalista, Doutor em Ciências Sociais (PUC-SP) e Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP). Pesquisador em Inanna (NIP-PUC-SP). Trabalhei nas redações do Mix Brasil, Revista Junior, Revista A Capa e Revista Fórum. Também tenho trabalhos publicados no Observatório da Imprensa e revista Caros Amigos. Sou co-autor do livro "O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente" (AnnaBlume).
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Crédito: Agência O Globo

Durante evento organizado pelo banco Credita Suisse, nesta terça-feira (28), o presidente do Banco Central, Roberto Campos Net, descartou o risco de superendividamento por juros baixos. “Vejo também um número crescente de artigos falando da inadimplência e do risco que existe da taxa baixa e do superendividamento, a gente tem acompanhado isso e nós não entendemos que esse é um problema agora”, explicou.

Campos também falou sobre a saída de estrangeiros da bolsa. “Saída de investidor estrangeiro da bolsa não é problema de fundamento, mas de preço”, diz presidente do BC. Campos Neto também afirmou que a saída dos investidores estrangeiros não tem relação com uma piora dos fundamentos econômicos ou de cenário político.

O presidente do BC explicou que o investidor local, de maneira “pulverizada”, aumentou posição em bolsa e “como os locais fizeram uma grande migração, os estrangeiros passaram a buscar oportunidade em outros locais”.

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Em seu discurso, Campos Neto também destacou que o CDS (Credit Default Swap), indicador de risco para investidores, está melhorando e que o Brasil se encontra próximo dos 100 pontos e ressaltou que isso coloca a economia brasileira perto de países que possuem grau de investimento concedido pelas agências de classificação de risco.