Presidente do BC: agenda antiambiental é risco para crescimento

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)

Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A consultoria Traumann divulgou, na sexta (24), uma análise sobre a conjuntura politica e econômica do pais.

O documento menciona atuação do presidente do Banco Central Roberto Campos Neto como fundamental para que o governo tomasse outro rumo em relação à politica ambiental do país.

“Foi preciso que um economista, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para mostrar que a agenda antiambiental é um risco para o crescimento para que o presidente Bolsonaro baixasse o tom” diz a consultoria.

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Interferência no governo

“Em entrevista ao Valor, Campos Neto contou sua interferência no Planalto para mostrar o fluxo de investimentos vai depender da sanidade na política ambiental”, lembrou a consultoria.“

A BlackRock, por exemplo, anunciou que, para ter empresas na carteira, países precisarão seguir critérios de governança ambiental, aponta o texto.

“O mundo financeiro é interligado mais rapidamente. Se tenho uma seta que diz que meu fundo só pode investir em empresas que tenham esse selo [ambiental], a empresa precisa ter certo critério para investir. Se ele investir em outra [empresa] que não tem [o selo], mesmo fazendo todo o resto, ela perde o selo”, disse Campos Neto.

Esquizofrenia

“A declaração mostra que há adultos capazes de escantear a esquizofrenia do ministro do Meio Ambiente e do secretário de política fundiária Nabhan Garcia”, explica o documento da consultoria.