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Presidente do Banco Central diz que as reformas e ajustes devem continuar para elevar o PIB

Em discurso perante o FMI, Ilan Goldfajn defendeu a continuidade das reformas propostas pelo governo para promover o crescimento sustentável do Brasil.

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Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central do Brasil, fez um discurso em sessão plenária do Comitê Monetário e Financeiro Internacional do Fundo Monetário Internacional (IFMC) no último sábado (13). Em nome do governo brasileiro, Goldfajn afirmou que, mesmo em um cenário de processo eleitoral para a escolha do novo Presidente da República, há um aparente consenso em relação as reformas e ajustes das contas públicas e que isso deve contribuir para elevar o crescimento sustentável do país.

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O representante brasileiro também afirma que, apesar dos progressos que ocorreram na agenda das reformas adotadas pelo Brasil nos últimos anos, ainda deve ser adotado um passo decisivo para a mudança na estrutura da Previdência Social. Para Goldfajn, apesar de a recuperação da economia brasileira estar em curso, isso vem ocorrendo em um ritmo menor do que o esperado pelo governo. Contudo, ele também destaca que a combinação das contas correntes equilibradas com vigorosos investimentos estrangeiros diretos é uma vantagem do Brasil.

O presidente do Banco Central disse que desde abril, o crescimento da economia mundial tornou-se desigual. Para ele, apesar de a economia continuar robusta, as condições financeiras, principalmente nos mercados considerados emergentes, tornaram-se mais apertadas. Ele avalia que a expansão de países como os Estados Unidos, apoiado por impulsos fiscais da reforma tributária, continuará forte e foi projetada para permanecer desse jeito no ano que vem. Já a China tem administrado o equilibro entre a demanda e o nível de atividade por meio de uma redução calculada em seu PIB (Produto Interno Bruto).

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Goldfajn destaca que países emergentes considerados importantes conseguem se recuperar de períodos de recessão e desaceleração, contudo, em taxas mais modestas do que o esperado. Assim, para ele, mesmo com um cenário mais favorável, os riscos demandam uma visão mais cautelosa da perspectiva para essas nações emergentes. Em seu discurso, Goldfajn enfatiza que as condições financeiras mundiais podem mudar, pois se está saindo de um período de excepcionais políticas monetárias, que são capazes de estimular a demanda agregada nas principais economias avançadas, para um cenário de políticas em condições normalizadas.

Em sua avaliação, Goldfajn diz que o gradual ciclo de alta nos juros e a redução do balanço de ativos pelo Federal Reserve são dirigidos por dados econômicos e boa comunicação. Isso permite, inclusive, uma antecipação por agentes econômicos nos mercados. Com a normalização da política monetária, que se encontra em plena evolução, há uma tendência de mudança das condições financeiras na mesma direção. Dessa forma, espera-se que o sentimento do mercado tenha um comportamento mais sensível, fato que leva a um menor desejo por risco.

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Outro ponto destacado por Goldfajn é que a grande duração das políticas expansionistas e situação favorável das condições financeiras ao redor do globo geraram inconsistências e também espaços para altos níveis de dívidas que, agora, demandam ajustes.

As tensões comerciais também fizeram parte do discurso de Goldfajn. E aponta que em muitos países, a globalização e também o multilateralismo não contam com apoio político, pois os benefícios gerados pela grande integração mundial não atingem toda a população. Assim, os seguimentos não atendidos e as políticas sociais de bases insustentáveis geraram desequilíbrios que demandam uma forte e urgente correção.

Em seu discurso, Goldfajn ainda destaca que as tensões comerciais, impulsionadas pela falta de crença no multilateralismo, agravam as dificuldades e adicionam incertezas que podem levar a um menor equilíbrio econômico e a uma perda na eficiência global. Para ele, por conta da natureza de choque, os mercados emergentes podem ser afetados enquanto classe de ativos, mesmo que as economias, de modo individual, continuem a ser diferenciadas. Ele também afirma que a materialização dos riscos, como uma surpresa inflacionária nos Estados Unidos, ou mesmo uma escalada nas disputas comerciais prolongadas, podem levara uma deterioração das condições financeiras mundiais.

Apesar de se tratar de um cenário preocupante para os mercados considerados emergentes, Goldfajn diz que com o processo de normalização da taxa de juros nas economias avançadas, é possível que outros países sejam afetados, até mesmo quanto aos ativos de governos. Confirmada essa situação, então será necessário que o FMI tenha boas condições de funding para garantir a confiança na sustentabilidade fiscal e construir maior crescimento.

Por fim, Goldfajn diz que o quadro mundial requer atitudes absolutas tanto em níveis nacionais quanto em níveis multilaterais. Para ele, a defesa de países deve começar no front doméstico, isso por meio de uma calibragem das políticas no âmbito de um arcabouço consistente e, quando aplicável, uma taxa de câmbio flutuante capaz de absorver choques. Em conjunto com isso, as proteções, principalmente na forma de reservas internacionais, auxiliam na suavização do caminho do ajuste.

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Késia Rodrigues - Colaboradora Independente

Colaboradora Independente do Portal EuQueroInvestir e leitora assídua de conteúdos sobre economia e política. Apaixonada por literatura, viagens, tecnologia e finanças.

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