Presidente do BC: Selic pode voltar a subir “se mercado desestabilizar”

Paulo Amaral
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Crédito: Wikipedia

Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, admitiu nesta quarta-feira (20), durante live promovida pela ABDIB (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base, que a taxa de juros pode voltar a subir no País.

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Atualmente em 3% ao ano, menor patamar da História, a Selic tem uma linha a seguir para não desestabilizar o mercado.

“É um debate que dominou a cena na última reunião do Copom. Alguns economistas acham que não se deve preocupar, porque se passar muito do que o mercado entende terá desvalorização. Outra corrente diz que tem que ir testando devagar”, comentou Campos Neto.

Segundo o executivo, o mercado gosta quando as medidas de liquidez e programas de ajuda são executados por países com grandes espaços fiscais.

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Como o Brasil, ao contrário, tem um espaço fiscal menor, essa relação acaba se invertendo e os mercados se comportam com aumento de prêmios de risco.

“Se desestabilizar o mercado demais, a gente volta a subir juros”, ameaçou o presidente do BC.

Dólar

O executivo do Banco Central também falou sobre o câmbio e a desvalorização do real frente ao dólar.

Segundo Campos Neto, a instituição poderá interferir, se achar necessário.

“Aumentamos intervenção no câmbio e podemos até aumentar a atuação se acharmos que é necessário, porque temos reservas”.

Bancos não são vilões

Campos Neto aproveitou para ressaltar que, diferentemente do que ocorreu na última grande crise econômica do País, os bancos, atualmente, não são os vilões da História.

“Diferentemente da última crise, os bancos não são problema, mas solução”, pregou o presidente o executivo, que aproveitou para assegurar que o projeto de autonomia do BC “está pronto para ser votado”.

Otimismo

O presidente do Banco Central também mostrou otimismo em ver a recuperação financeira do País após a pandemia de coronavírus ficar para trás.

Segundo Campos Neto, “a crise pode ser mais longa e o desvio fiscal pode ser maior, mas voltaremos ao trilho”, concluiu.

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