Presidente da Unidas (LCAM3) sobre resultados do 1TRI20: “Patamar confortável”

Marcello Sigwalt
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Crédito: Foto divulgação

Em que pese o impacto econômico da pandemia, a Unidas (LCAM3) anunciou – em teleconferência transmitida nessa quinta-feira (21) – ter obtido uma receita líquida de R$ 1,211 bilhão no primeiro trimestre do ano (1T20).

Esse resultado representa alta de 17,9%, em comparação com igual período de 2019, que ficou em R$ 1,027 bilhão.

Dessa receita do 1T20, R$ 614,7 milhões se referem a seminovos e os 597,1 milhões restantes  à terceirização de frota, contra R$ 523,4 milhões e R$ 504,3 milhões, em igual período do ano passado, respectivamente.

Lucro líquido recorrente

Já o lucro líquido recorrente do período (R$ 79,6 milhões) ficou 3,5% aquém do registrado no 1T19 (R$ 82,5 milhões).

Caixa de R$ 1,5 bi

Ao encerrar o período em questão com um saldo de caixa avaliado em R$ 1,5 bilhão (já incluída a operação de cédula de crédito bancário de R$ 300 milhões), a Unidas, de acordo com seu presidente Luiz Fernando Porto, considera “este patamar suficientemente confortável para trabalhar durante o atual cenário de incertezas”.

Aquisição importante

Numa manifestação de confiança no futuro da economia, o grupo adquiriu, em abril último, a Zetta Frotas (terceirização de veículos), que possui receita anual de R$ 102,8 milhões e uma frota de 2,6 mil veículos, já presente em oito estados.

A aquisição foi tão bem-sucedida que a companhia comemora, hoje, forte reforço de receita de R$ 357,9 milhões, em decorrência da celebração de novos contratos de 1,9 mil veículos.

Conforme informado pela Unidas, a Zetta dispõe hoje de uma receita de R$ 102,8 milhões, uma EBITDA de R$40,1 milhões, lucro Líquido R$7,7 milhões e uma dívida líquida de R$ 103,7 milhões.

Nova unidade

Outra boa novidade, a despeito da crise, é o foco da Zetta em destinar sua frota de 2,6 mil veículos  para o nicho de veículos adaptados.

A decisão cria uma nova divisão de negócios, a Unidas Veículos Especiais.

Receita recorde

Apesar de suportar perdas de R$ 10 milhões nos negócios, em razão da pandemia da covid-19, a Unidas apresentou uma geração recorde de receita, em razão da terceirização de frotas, de R$ 5,954 bilhões no 1T20, uma alta de 106,7% em relação a igual período do ano passado.

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Nesse primeiro terço de 2020, a Unidas enfrentou maiores dificuldades logísticas para a implantação de novos contratos, resultando num backlog (atraso na entrega) de 6.416 veículos, o que impediu o faturamento destes contratos nos próximos meses.

Cenário atual

Ultrapassada a fase mais aguda da pandemia, após 45 dias de conclusão do primeiro trimestre, a Unidas revela que sua posição de caixa se mantém no mesmo patamar.

Após atingir uma taxa média de ocupação de 80%, antes da crise, a Unidas, do período de 1º de abril até essa quinta-feira (21), mantém relativa estabilidade na referida taxa, que varia entre 55% e 60%, o que não alterou de forma significativa a margem EBITDA da companhia nesse período.

Mudança de mix

No que se refere à tarifa média do segmento Rent a Car (RaC), no momento, a empresa observa uma queda de 20% dos valores, decorrente, em sua maioria, da mudança de mix de clientes ao longo do período de ‘lockdown’ ou isolamento social total.

As restrições de deslocamento contribuíram para elevar a exposição às locações de longo prazo, que correspondem a cerca de 50% da receita do RAC, em condições normais.

Depreciação aumenta

Como medida preventiva à crise no segmento de aluguel de carros, a administração da empresa  decidiu aumentar a depreciação dos veículos para R$2,9 mil.

A medida leva em conta o impacto da menor alavancagem operacional com a redução do volume de venda de seminovos no canal de varejo imposta pelo COVID-19.

Patamares positivos

Na avaliação da Unidas, essa menor oferta “será suficiente para proteger as margens de venda desses veículos em patamares positivos no médio-longo prazo”.

A paralisação provocada pela pandemia derrubou em 20% as vendas de seminovos no 1T20 – o equivalente a 4 mil veículos.

Segurança como prioridade

Ao mesmo tempo, a preocupação com a integridade de seu corpo funcional (3.558 trabalhadores) e com a preservação dos empregos, levou a Unidas a colocar 100% de seu pessoal administrativo no regime de trabalho pelo sistema ‘home office’.

Aqueles casos essenciais, necessários à continuidade das operações da companhia ‘in loco’, foram disponibilizados veículos para locomoção dos profissionais, de suas residências, até os respectivos locais de trabalho.

A intenção era evitar que eles utilizassem transporte público, mais exposto ao vírus.

A empresa também disponibilizou máscaras, álcool em gel, higienizou locais de trabalho e as frotas e manteve seu público interno informado a respeito das medidas preventivas de combate à pandemia.

Digital total

Para se reinventar e se manter no mercado, a Unidas investiu fortemente na realização de vendas 100% online, pelo sistema delivery em todo o território nacional.

Ao mesmo tempo, a companhia, em razão do aumento de até 4% aplicado aos veículos novos, admite reajustar seus preços também, distribuindo a majoração ao longo do ano.

 Posição de mercado

De acordo com o anuário da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (ABLA) de de 2019, a Unidas possui um market share (participação de mercado) de 16,4% no segmento de terceirização de frotas do país. Em 31 de dezembro de 2019, a frota da companhia era de 85.027 veículos, voltados a clientes corporativos espalhados em todo o Brasil.