Presidente da Nasdaq confirma IPO da Vasta (COGN3) ainda este ano

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Twitter

O Brasil tem muitas empresas inovadoras que estão entendendo que ter reconhecimento global é bom. A afirmação é de Adena Friedman, CEO e presidente da Nasdaq, a bolsa de valores americana, que participou na última sexta-feira (17) de evento da XP.

Uma das empresas que deve estrear na Nasdaq ainda este ano é a Vasta, empresa de sistemas de ensino para educação básica do grupo Cogna (COGN3).

A Vasta já protocolou registro na Nasdaq e pretende levantar até R$ 2 bilhões por 20% do seu negócio de serviços educacionais.

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Se a oferta inicial se confirmar, será a quarta empresa brasileira listada na Nasdaq. XP, Afya Educacional, Stone e Arco Educação já têm capita aberto.

A Arco Educação captou US$ 194,5 milhões em setembro de 2018. A Stone, em outubro do mesmo ano, levantou US$ 1,5 bilhão.

Ano passado, a Afya levantou US$ 300 milhões. E a XP, US$ 2 bilhões.

87 IPOs na Nasdaq

De acordo com a presidente da Nasdaq, a bolsa já realizou 87 IPOs este ano. E captou mais de US$ 20 bilhões. Novos IPOs são aguardados, entre eles o da Vasta.

Ela afirmou que não esperava que a Nasdaq tivesse a recuperação que vem apresentando em um cenário de pandemia.

“As empresas de tecnologia, saúde e da nova economia são as que mais estão dando confiança aos investidores”, afirmou.

IPO: retomada também no Brasil

No Brasil, a temporada de IPOs também deve acelerar no segundo semestre.

De acordo com a auditoria Grant Thornton, são esperadas em torno de 40 a 50 operações ainda em 2020. A própria Grant Thornton está envolvida atualmente em seis operações em andamento, de três segmentos de negócios distintos.

A crise fez 26 empresas suspenderem seus planos de abrir capital na bolsa este ano. Mas agora, com o reaquecimento do mercado acionário, várias companhias estão retomando este movimento.